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Diários de Viagem

Do México à Patagónia - Um ano pela América Latina [38]

Colômbia
Guican - Parque Nacional Natural Cocuy (Ritacuba Blanco)
COM GALERIA DE FOTOS

15:09 Terça, 24 de Agosto de 2010
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Chegados a Guicán, no primeiro dia resolvemos descansar da caminhada de 50 km do dia anterior, e fomos visitar uma pequena piscina de água termal (a cerca de 35ºC) a poucos quilómetros da aldeia. Na manhã seguinte, apanhámos uma outra "lechera" que, depois de 6h de uma gélida viagem no meio das andes colombianas, nos deixou no outro lado do parque. Desta vez, mais cautelosos, decidimos ficar a dormir numa modesta pousada que existia à entrada do trilho para o nevado. Nesta pousada encontravam-se inúmeros militares (1) a fazer treino de altitude... e lamas (2).
No dia seguinte iniciámos a subida, sempre dura pela altitude a que nos encontrávamos. A paisagem apesar de ser bastante idêntica à do outro lado do parque, era espetacular (3 a 8). Desta vez as condições climatéricas estavam a nosso favor e, depois de 4h de subida (9, 10, 11), conseguimos chegar ao nevado (12 e 13); tocámos na neve (14 a 17)! Os militares que íamos encontrando pelo caminho tinham um acampamento montado perto da linha de neve (5.000m), levavam consigo cerca de 60kg às costas e estavam realmente exaustos. Um deles chegou ao topo com um edema e teve que ser levado imediatamente para baixo de forma evitar maiores complicações de saúde.

Depois de contemplar aquela paisagem lindíssima, de caminharmos alguns metros no glaciar e de sentir o frio a entrar nos ossos, iniciámos a nossa descida, desta vez com o objetivo cumprido. Nessa noite, não ficámos na modesta e gélida pousada, mas sim numa maravilhosa cabana de madeira (18). Tomámos um banho de água quente, o dono da cabana providenciou-nos um apetitoso jantar e um quentinho chá, "água de panela", e quando estávamos a relaxar em frente à lareira, enquanto víamos um filme de Pedro Álmodovar no computador, bateram à porta da cabana...era um militar que tinha acabado de chegar. Como era tarde e o jovem não podia juntar-se aos seus companheiros, pediu-nos se poderia ficar na cabana connosco; como tínhamos mais que um quarto alojámos o rapaz, mas perdemos a nossa privacidade.

No dia seguinte, pusemos as pernas ao caminho e, durante a descida para Guican, encontrámos um bosque fantástico que tinha o chão coberto pelos cogumelos presentes em todos os contos de fadas, os famosos Amanita muscaria (19); nunca tínhamos visto tantos exemplares deste fungo como aqui.
Em quatro horas de caminhada chegámos à aldeia, cansados mas felizes com a nossa jornada pelos Andes colombianos. Descansámos uma noite e no dia seguinte partimos para Bogotá; não saímos do terminal da capital colombiana e imediatamente apanhámos um autocarro para Medellin.

 

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