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Diários de Viagem

Do México à Patagónia - Um ano pela América Latina [17]

Riviera Maya - Tulum e Mahahual
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17:04 Sexta, 12 de Março de 2010
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Tulum é una cidade que se encontra na Riviera Maya e é conhecida pelas suas bonitas praias de areia branca e ruínas arqueológicas. Foi atrás deste cenário que viemos parar a este lugar.

Chegámos ao centro de Tulum e percebemos que as praias mais próximas ficavam a cerca de 4km e que, não existindo transportes públicos, a única alternativa seria ir de táxi ou a pé.
Como a cidade não nos pareceu especialmente interessante, sendo muito turística, cheia de hotéis e lojas, apanhámos um táxi para umas das praias mais próximas, Playa Mar Caribe.
Descobrimos que pernoitar aí era bastante caro em relação ao resto do país: uma cabana de tecto de palmeira, chão de areia, sem casa de banho e sem luz, custava cerca de 18 euros, mas em frente ao mar.
A praia é lindíssima e muito tranquila; no entanto está muito isolada sem mercearias ou restaurantes, existindo apenas um único que, apesar de ter pratos de mariscos muito apetitosos, pratica preços exorbitantes. Por isso pensávamos ficar apenas um dia.

No dia seguinte acordámos com o intuito de ir visitar as ruínas maias que estavam a 200 metros da nossa cabana e, enquanto deixávamos as mochilas na recepção, encontrámos dois amigos italianos que também andavam a viajar pelo México e que acabavam de chegar ao nosso alojamento.
Juntos fomos visitar a zona arqueológica de Tulum. Esta antiga cidade, localizada no Parque Nacional Tulum, é de uma beleza singular pelo tipo de arquitectura e escolha do lugar onde foi construída, sobre uma falésia e tendo o Mar das Caraíbas como horizonte.
Apesar de se terem encontrado escrituras que datam de 564, as maiorias dos palácios que se podem ver hoje foram construídos no período pós-clássico da civilização maia, entre os anos 1200 e 1450.

Partimos de Tulum com o objectivo de encontrar uma vila piscatória onde pudéssemos usufruir do mar das Caraíbas por uma semana sem exceder o nosso orçamento. Um pouco às escuras, optámos por Mahahual. Dirigimo-nos para esta aldeia sem saber ao certo o que iríamos encontrar, fizemos uma pesquisa na internet para tentar entender como seria o nosso destino, mas pouca informação encontrámos.
Depois de uma paragem em Limones para trocar de autocarro, chegámos à noite a Mahahual; procurámos alojamento mas mais uma vez encontrámos preços altos. Por fim encontrámos um hostal. Como só tinham dormitórios e como queríamos um quarto duplo, sugeriram-nos que ficássemos numa tenda gigante (em frente ao mar) com um colchão insuflável; aceitámos porque pernoitámos por cerca de 6 euros.

Na manhã seguinte acordámos muito curiosos para conhecer as praias e o mar daquela vila; ficámos estupefactos. Ao fundo havia uma barreira de coral, o mar parecia uma piscina com diversas tonalidades de azul, aquele lugar parecia saído de um cartão postal. Estávamos fascinados, mas tristes, porque pensámos que não iríamos conseguir nenhum alojamento barato para ficar uma semana, a tenda não nos parecia uma solução, até porque há muito tempo que sonhávamos alugar uma cabana onde pudéssemos cozinhar e tivéssemos alguma privacidade.
Durante o nosso passeio matinal, encontrámos umas lindas cabanas muito coloridas a dois minutos da praia. Era exactamente aquilo que pretendíamos, mas deduzimos que estariam acima das nossas possibilidades. Ainda assim, decidimos averiguar o preço e surpresa das surpresas...conseguimos alugar uma cabana por uma semana pela simpática quantia de 75 euros! Não tínhamos cozinha para cozinhar os mariscos e os peixes maravilhosos que abundam naquele lugar, mas improvisamos um fogão a lenha no nosso quintal, comprámos uma panela e fizemos petiscos maravilhosos.

Perdemos a cabeça e por duas vezes comemos fora lagosta (abundante neste lugar) e filete de búzio. Passámos uma semana formidável, num lugar muito tranquilo, sem turistas. Duas vezes por semana (terça e quinta) chegam barcos de cruzeiro e nesses dias a vila parece outra, fica com um movimento que simplesmente não existe durante os restantes cinco dias. Aquele povo tem sorte, trabalha intensivamente com os turistas duas vezes por semana e nos restantes dias relaxa à sobra dos coqueiros.

Depois de sete dias formidáveis, partimos para Chetumal, cidade que faz fronteira com o Belize, uma cidade pouco apetecível depois da semana que passámos a olhar para o mar azul das Caraíbas.

Em Chetumal despedimo-nos do México que tanto adoramos e partimos rumo ao desconhecido Belize.

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1 comentários
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maravilha
vento do oriente (seguir utilizador), 1 ponto , 17:53 | Sábado, 13 de Março de 2010
Adoro a forma como se exprimem, e como são explicitos nas descrições que fazem dos locais por onde passam. Contnuem a escrever e apartilhar conosco desta forma espectacular.
E agora com a galeria de fotos ainda está melhor.
Obrigado por nos deixarem partilhar a vossa viagem.
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