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Crónica de muito amor

Na minha família não se fala de mariquices mas, de vez em quando, há gestos destes, de ternura escondida, como quem não quer a coisa

5:51 Quarta, 31 de Março de 2010
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O João trouxe-me um Santo António pequenino de Pádua: comoveu-me que se tivesse lembrado de mim. Na minha família não se fala de mariquices mas, de vez em quando, há gestos destes, de ternura escondida, como quem não quer a coisa. Deve-se gostar das pessoas sem lhes mostrar. Deve-se gostar das pessoas sem lhes mostrar? Pelo menos entre nós é assim: não há elogios, não há censuras, raramente há perguntas. Para quê? Há um estar ali que é já tanto. Diz-se sem as palavras e percebe-se que se diz e o que se diz porque o clima, não sei explicar de outra maneira, se torna diferente. Não falamos do que cada um faz: a gente sabe. Do que cada um sente: a gente sabe. Não se fala do sofrimento, não se fala da alegria: a gente conhece. É melhor desta forma. Uma única ocasião o meu pai fez-me uma confidência, sacudiu-a logo com a mão

- Chega de pieguices

e alegrou-me que se penitenciasse por transgredir as regras. Não há efusões, não há gestos e, no entanto, as efusões e os gestos estão lá. Quem souber ver que veja, quem não souber é porque não pertence à tribo. Não há lamentos: porque é que hei-de lamentar a minha sorte, interrogava o grego. Não há censuras, não há críticas, salvo em ocasiões muito, mas mesmo muito, especiais. O Zé Cardoso Pires percebia isto

- Vocês estão muito ligados

disse-me um dia, e mudou logo de paleio.

- Nenhum escritor gosta de falar do que escreve

afirmava ele. E, realmente, nunca falámos um ao outro do que escrevíamos. Quase todos os dias conversávamos mas não se tocava nesse assunto. Quando muito

- Estás a trabalhar?

e acabou-se. Ou

- Não estou a trabalhar

e acabou-se. Uma tarde telefonou-me

- É para te dar os parabéns porque ganhei um prémio

desviou logo o assunto e isto é o cúmulo da amizade. Foram os parabéns que, até hoje, mais prazer me deram. Até as nossas dedicatórias mútuas eram secas: Para o António do Zé, Para o Zé do António e um rectângulo à volta, a cercar as palavras, a fechá-las lá dentro. O rectângulo, claro, era o mais importante, e o que estava naqueles quatro riscos, meu Deus. Maior elogio mútuo

- Belo livro

maior crítica mútua: silêncio dentro de um soslaio breve. Não, maior elogio:

- Posso ser amigo de um médico, de um engenheiro, de um pedreiro. Para ser amigo de um artista tenho que admirá-lo.

Passeávamos de braço dado na rua. Com o meu irmão Pedro, por exemplo, darmos o braço é fazermos chichi juntos, no escuro, junto à cascata do jardim dos meus pais, com um comentário sobre o jacto respectivo. Depois sacudirmos os pingos ao mesmo tempo porque a pila não sabe fungar. Então abotoamo-nos e cada um vai para o seu lado, em silêncio. Deve ser difícil as mulheres entenderem isto mas, para os homens, fazer chichi lado a lado, ao ar livre, é sinal de amizade, a olharmos para baixo, cheios de duplos queixos. Tanto che che che nesta frase. Fazer chichi na rua é um dos meus prazeres, devo ter sido cachorro noutra encarnação. Detesto urinóis, retretes: haverá alguma coisa que se compare à exaltação de mijar contra uma parede? Às vezes, a seguir ao jantar, digo ao Pedro

- Já mijaste?

sabendo que ele estava à minha espera para essa celebração da cumplicidade. Nem que sejam três gotas faz-se um esforço. Vemos as árvores, vemos o muro, não nos vemos um ao outro mas estamos ali. Nem quero pensar na ideia de fazer chichi sozinho. No fim pergunta-se

- Como é que estás?

sabendo que o parceiro se cala. Depois cada um no seu carro, sem mais palavras. Um atrás do outro e, a certa altura, separamo-nos, com um sentimentozito de despedida que custa. Quer dizer não custa assim tanto, custa um bocadinho e passa. Eu vou fazer redacções, ele vai fazer não sei o quê: pouco importa. Importa que durante uns momentos estivemos juntos. Agora interrompi esta crónica porque fui lá dentro espreitar o Santo António antes de lhe pôr o ponto final. Que pena um ponto final ser tão pequenino.

 

Palavras-chave  antónio lobo antunes, , crónica
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é curioso...
Apolo (seguir utilizador), 5 pontos (Bem Escrito), 22:25 | Quinta, 1 de Abril de 2010
Curioso, como certas pessoas de classes sociais diferentes, têm costumes idênticos e expressões tão parecidas... Como Deus nos mistura nesta vida, como se misturasse café com leite, é curioso como ELE desenhou os homens, "todos diferentes, mas todos iguais".
O meu pai era um simples Tipógrafo, trabalhava com uma ofset desde as 8 da manhã até 5 da tarde: todo o dia de pé, a apanhar os jornais, revistas e tudo o resto, que aquela máquina imprimia e foram assim, dias e mais dias, até fazer os 65 anos de idade; muita leitura lhe passou pelas mãos, sem nunca ter escrito nada, mas o que lhe interessava ele lia, tinha tudo à mão de semear, como se costuma dizer, até o que era censurado! Como é que um escritor e outro que apenas só lia o que os outros escreviam, podem ter as mesmas manias? mesmos gostos: fazer uma mija( exactamente como ele dizia) na rua, em qualquer canto escondido. Também o Santo António, era o seu preferido! é realmente curioso! como Deus não nos distingue, como apenas nós, nos achamos diferentes!!!
Obrigado DR. António L. A., pela sua simplicidade, que me fez lembrar o meu querido pai, que partiu faz no sábado 5 anos; para mim este texto é como uma homenagem! qualquer coisa que me apetecia escrever ao meu pai e não sabia o quê!!! não deixa de ser curioso...
DR., sua escrita é Celestial! as suas mãos foram abençoadas, não pare!... escreva tudo o que lhe vier à cabeça...
Obrigada DR..

Manuela R.
Valha-nos Santo António!
arturgoncalves0 (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 18:51 | Quarta, 31 de Março de 2010
Então o António gosta de deitar paredes abaixo? Bonito desporto. Há, por vezes, nas coisas bizarras algo de encantatório, quanto mais não seja pelo sentimento de transgressão e de cumplicidade quando feito em companhia de outro (a).É essa cumplicidade na
"perversidade" que cria laços de amizade quase ininteligíveis aos outros...desportos de crianças feitas grandes a contragosto. Há pequenos gestos que valem mais que muitas palavras.
Tive um amigo (perdi o seu número de telefone apesar de quase todos os dias o ver) cuja obra agora me passa indiferente, não sei se pinta melhor ou pior, mas as suas telas já não me interpelam nem quero saber o que elas querem dizer ... até o olhar, por vezes,se torna preguiçoso.
Ando numa fase de cansaço de relações pessoais, sou dos que interajo com muita facilidade, mas nos últimos tempos quero-me no meu cantinho e cultivo os encontros sociais com a pressa de me despedir...ainda hoje falei no assunto à Teresa... até a família ...para além dos encontros da praxe já é um exagero.
Que bonito ter adoptado o José Cardoso Pires (R.I.P. ...Viva!) como uns dos seus. Deu conta? As amizades vividas na folia e na dor são por vezes as mais duradoiras, mais intimas. Sem querer ser indiscreto gostaria de ver ambos a urinar às tantas da noite depois de uma tainada...um fartote de risota...parece que os estou a ver. Que dois putos, um marialva e um gaiato, humm..só imaginando: e vejo dois seres muito felizes da vida.Pois..valha-nos Santo António!
Sentimento foi sempre tabu em minha casa.
manuelrod (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 12:11 | Sábado, 3 de Abril de 2010
É engraçado mas não tem piada nenhuma. Pois que, na minha família, a história foi sempre igual, os sentimentos nunca passaram pela língua, apenas pelos gestos, por atitudes e por "teorias" sobre o assunto. Mas mais tarde, aos meus 50 anos, venho-me a aperceber que já não existe um sentimento verdadeiro dos meus pais por mim, ou que nunca terá existido, sinto-me enganado, defraudado. Eu sei que os tempos mudaram, sei que não fui o barro que o meu pai tentou moldar à sua maneira e conveniência, fui sendo simplesmente eu com todos os meus defeitos e virtudes, mas em cada dia que passa e à medida que a muito custo rasgo as amarras que teimam em prender-me aos meus pais, apercebo-me que o que existe no fundo são obrigaçoes em vez de sentimentos. E fico muito triste e custa-me tanto a creditar nesta minha visão das coisas. E tento entender e perdoar e perceber e desculpar, e, e... e isto assim é uma merda.
    Re: Sentimento foi sempre tabu em minha casa.   
a.dúvida (seguir utilizador), 2 pontos , 20:08 | Sábado, 3 de Abril de 2010
    Re: Sentimento foi sempre tabu em minha casa.   
manuelrod (seguir utilizador), 1 ponto , 11:34 | Segunda, 5 de Abril de 2010
    Re: Sentimento foi sempre tabu em minha casa.   
a.dúvida (seguir utilizador), 2 pontos , 18:27 | Segunda, 5 de Abril de 2010
    Re: Sentmt foi sp tabu em mh casa-Manuel e Pessoal   
Sabetudo (seguir utilizador), 1 ponto , 18:02 | Segunda, 5 de Abril de 2010
SEM MARIQUICES
joadearievilo (seguir utilizador), 2 pontos (Divertido), 2:18 | Segunda, 5 de Abril de 2010
Há quanto tempo, quando aqui venho, eu penso (sem mariquices), onde é que estes ‘gajos’ foram buscar os conceitos de crónicas?

Finalmente, eis, o que considero uma crónica de gema; adoro-as quando bem temperadas de humores, olhares argutos, sedutoras, quotidianas, sem mariquices. Embora as prefira mais afastadas do ambiente caseiro.

‘Chega de pieguices’ Bravo António! Que seja para durar!

Também conheci um director de jornal que adorava urinar nas ruas, nos carros, era uma catarse espiritual ‘Você não gosta? ‘perguntava ele.
Um dos nossos artistas mais famosos, e amados, adorava ficar-se pelos urinóis do Metro nos Restauradores, horas, a fingir que urinava, espreitando as pilas dos outros. Por amizade?
As mulheres, nos chichis afectivos estão mais evoluídas, sempre que podem, nunca o fazem sozinhas!

Pessoalmente, ainda prefiro o costume antigo, a solo, em tais necessidades guiadas pelo relógio biológico. Mas quem sabe, a dois, até não será mais vantajoso a ultrapassar certas dificuldades?
 
Joa
Canteiros
CARMEN BASTOS (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 6:45 | Terça, 6 de Abril de 2010
Rosas roubadas e doces memórias, com também gestos de ternura escondida.
Palavras como “mariquices” levam-me a lembranças tardias, ausentes, distantes, perdidas a muito.
Lembranças!
Foi Clarice também, a Lispector sim, como o Lobo Antunes, ou o Drumond, quem sabe ao certo?
Gestos esquecidos, fora de moda, quase impossíveis, que escondem ternura inquieta, coração a palpitar; exalar dos perfumes e por vezes o sobressalto; flagrada pela suavidade, pelo encanto do simples encanto das pétalas e do frescor de gotas que nas mãos caíam.
Eram em profusão;
rosas, vermelhas, brancas, amarelas, graúdas, e meninas, tantas então!
Nomeavam-se; algumas tinham estirpe e classe, outras brotavam, a toa, pouco exigentes , brotavam, para encantar, enternecer.
Minha casa era ladeada por muitas, cheias de elegância e suavidade.
Canteiro eterno, sempre a florir, brotar.
Que desejo hoje tolo, roubar rosas aos jardins,
partir talos, tirar espinhos e aspergir a beleza e suavidade da vida, como se fora a esperança única de delicadeza e paixão.
Doces lembranças, gestos únicos de candura e poesia.
Ah! quantas “mariquices” nestas palavras;
saudades, lembranças, ternuras, palavras não ditas, esquecidas,
pueris talvez, eternas sempre.
Poucos canteiros, tantas rosas!
Carmen Bastos
 
o prazer do sabor das suas palavras
Graça Carunchinha (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 22:03 | Terça, 13 de Abril de 2010
é sempre um prazer ler as suas palavras, apesar de saber que não irá saborear as minhas aqui escritas.
mesmo que não concorde com os silêncios vividos, sem palavras ditas, sobre os afectos sentidos mas ausentes de gestos, em família e na amizade; nem com os abjectos (porque públicos) instintos caninos, que deveriam ser reservados só à intimidade una; foi um prazer lê-lo, nesse viver assim descrito.
tem sido sempre um prazer até agora. não me leve a mal, mas sou dada a estas "mariquices"...

O AMOR INCONDICIONAL
gaivota 49 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:57 | Quinta, 1 de Abril de 2010
O Amor entre irmãos é dos mais bonitos que há.
Não são precisas meiguices de gestos e palavras,porque
o sentimento é tão forte que o silêncio se traduz no mais
profundo Amor Incondicional.
Uma mija não faz mal a ninguém...só um cheirinho.
CAfonso (seguir utilizador), 1 ponto , 9:53 | Sexta, 2 de Abril de 2010
Esta crónica faz-me lembrar um caso que tive com o meu pai, e acompanhame para sempre, estavamos a chegar a casa e o meu pai vai mijar atrás de um carro na rua da nossa residência, e eu ao vê-lo senti a mesma necessidade de baixar o nível da bexiga, e assim estavamos a cumprir o ritual, quando aparece o jipe da GNR, que nos apanha em flagrante delito, enfim, depois de uma raspanete moral, mas sem multa, ficamos com a sensação da inutilidade de ter uma casa de banho na nossa casa que não serve para nada.Pelo vistos, estava a ser amigo do meu pai com este gesto solidário, estamos sempre a aprender...e à memória do meu pai aqui fica a saudade de um dia ter partilhado contigo uma mija amiga, embora interrompida.
Dr. e Escritor António Lobo Antunes, atenção...
Sabetudo (seguir utilizador), 1 ponto , 2:14 | Segunda, 5 de Abril de 2010
Olá Dr. António, tudo bem?
Espero que tenha tido uma boa Páscoa.
Bem li a sua crónica há dias, e quero-lhe dizer que ri-me com ela.
Não descobri em que zona vive, mas se vivesse em Almada estava tramado, porque há 2 anos saiu esta notícia:”Multa até 200 euros para quem urinar na rua”,do dia 12.7.2008. Já viu a sua sorte,de não terem ainda aplicado por onde anda?Olhe que em Dubai, um beijo na cara, ao namorado, é crime e ficam 1 mês na prisão, por isso cuidado, que se este país degredar mais do que está, pode depois puni-lo também com essa atitude,ahah.
Bem quanto a expressar sentimentos, sei que muitas vezes no silêncio, consegue-se transmitir, mas ainda acredito que devido às suas experiências vividas nos seus primeiros anos como militar, e como médico, que também esteja aí a razão desse silêncio.
Não concordo muito nem discordo totalmente, mas acho que nem todos os seus filhos podem ter a mesma Inteligência, e como sabe existe diversos Tipos de Inteligência:emotivo, linguístico, criativo, espacial, matemático, etc.
Se alguns dos seus filhos tiver o emotivo, a expressão facial não basta apenas, é importante elogiar, cativar, motivar; porque sabe: o papel de pai e de mãe tem um papel fundamental na nossa vida e, como o Dr. expressa agora, um dia os seus filhos farão o mesmo; só que alguns deles não vão saber sentir como vós, porque podem ter outros caminhos e passar por outras profissões. Por isso recomendo-lhe a dizer,o quanto os ama,e elogiar-los sempre,que isso é uma
Cont2
Sabetudo (seguir utilizador), 1 ponto , 2:54 | Segunda, 5 de Abril de 2010
atitude bastante importante na educação, das pessoas.
Do mesmo modo que lhe digo isto, para fazer com os seus filhos, digo, para escrever e recomendar aos leitores que o seguem e lêem, porque, hoje estamos numa sociedade depressiva, os mais novos agarrados ao PC, e se os pais não souberem ter algumas atitudes como essas que referi, pode prejudicar mais o seu filho, do que beneficiar. Recomendo-lhe mais a observar cada um dos seus filhos e mudar algumas das suas atitudes, porque eles podem um dia ser o seu espelho e o seu exemplo e esses gestos que lhe digo, são bastante nobres.
Não acha que eles um dia, vão ter tempo suficiente para não o ouvir, daqui a 100anos?
Não pense só no dia de hoje, pense também no dia de amanhã, e aja de modo a causar mais saudade e mais uma marca crucial na sua família e a quem o lê, porque são com pequenos gestos, que muita boa gente sobe de vida, e não com o silêncio, que afasta mais as pessoas e o diálogo entre elas.
Porque será que Georges Elton Mayo, obteve mais sucesso no modo de chefiar empresas, ao pé do Jules Henri Fayol, do Ford e Taylor?
Lembre-se que os estímulos positivos que o António passar aos outros, acabará por o fazer viver mais anos, do que se deixar de passar e de dizer. Por isso recomendo-lhe a ler estes 2 artigos:
http://autoestimaebemesta... ml
http://autoestimaebemesta... l./Esses e outros e depois
Cont3
Sabetudo (seguir utilizador), 1 ponto , 3:10 | Segunda, 5 de Abril de 2010
autoestimaebemestar--no google:nos artigos."Bem Estar ajuda a viver mais tempo e a ter um casamento duradouro", e" Efeitos do Optimismo e como se Tornar e o que evitar,um desafio para vocês" ambos do dia 17.11. Estes são alguns dos artigos, mas leia outros dele e perceberá que estimular as pessoas é sem dúvida fundamental, para uma sociedade como a nossa, como também fazer rir.
Junte tudo isso no seu próximo livro e verá o seu sucesso, que esse blog que lhe passo, tem uma palavra-chave na sua descrição, que não escrevo aqui, mas que lhe digo que é fundamental, e na leitura de um livro, pode torná-lo mais motivador e vivo e ser mais sentido, do que já faz, quando escreve.
Deixo-lhe aqui a minha opinião, sincera, mais uma vez.
Boa semana e boa sorte, para o seu livro, e lembre-se; que a mente da mulher é bem diferente de um homem, e todas as pessoas optimistas ajudam a progredir este mundo.
Sentmt foi sp tabu em mh casa-Manuel e Pessoal(2)
Sabetudo (seguir utilizador), 1 ponto , 19:46 | Segunda, 5 de Abril de 2010
(CONTN)MANUEL
Pequenos gestos como esses valem muito mais do que qualquer dinheiro na sua conta bancária.
As pessoas esquecem-se que esta sociedade se está depressiva, é devido há falta de comunicação que hoje há nas pessoas.
Por isso o que vos quero dizer é que se agora não dizem que amam os vosso familiares e os vossos amigos, eles nunca saberão o que sentem por eles e não transmitiram no seu futuro, por isso mudem e tenham outra postura, nesta sociedade, porque enquanto estão vivos sempre podem mudar ou moldarem-se a ela. Mas não se esqueçam que a casa é diferente das pessoas lá fora, por isso transmitem o que sentem.
Existe frases como esta de Robert Haas que devem ter na vossa vida:” Se os homens pusessem ao serviço do seu casamento dez por cento dos cuidados e das habilidades que põem ao serviço dos seus negócios, a maioria dos casamentos seria feliz”.
Já o Guru Indiano Rajneesh disse:”O Amor é eternidade. Se ele está presente, então segue crescendo e crescendo. O amor conhece o princípio, mas não conhece o fim”.
Por isso tudo que fizerem façam com amor, digam com amor, amem com amor, reagem com amor, cresçam e façam crescer nos outros com o vosso amor que está dentro de vós, não o escondam, mas digam-no e transmitam-no aos outros.
Muitas pessoas podem não atingir o sucesso de virem a ter milhões na sua conta bancária, mas podem ter milhões de pessoas a gostarem e amarem-vos com toda a dignidade e respeito e bom senso, e isso só vos leva a viver na plenitude e de
Sentmt foi sp tabu em mh casa-Manuel e Pessoal(3)
Sabetudo (seguir utilizador), 1 ponto , 19:58 | Segunda, 5 de Abril de 2010
bem com a vida, não é o dinheiro que nos traz felicidade.
Pensem bem nas vossas atitudes, porque pequenos gestos, podem-se tornar grandes demais e vocês podem ser um dos contribuintes para isso. Se não encontram paz no vosso trabalho, podem chegar a casa e encontrar imenso amor mesmo após um dia agitadíssimo, porque é nesse mundo familiar, que está o vosso melhor abrigo e que você vai viver a maior parte da sua vida. Pense nisso e sinta esse amor e diga-o, porque isso não é mariquice, é sim Amor. O Amor é o sentimento mais nobre que faz as pessoas viverem felizes e viverem cá em paz, não se esqueçam, e digam sempre o que sentem, e vão ver que serão bem mais felizes e sem problemas de saúde nenhum.
As atitudes e a nossa mente é que comandam a nossa vida, por isso reagem do melhor modo com ela e com as pessoas, de modo a serem sempre muito felizes e terem sempre sucesso em tudo na sua vida.
Pensem bem nas vossas atitudes e lembrem-se que como pais, estão a criar o futuro, e os vossos filhos são o futuro, por isso digam-lhes o quanto os amam de verdade, porque o amor não é para ser escondido, mas sempre transmitido aqueles vocês que amam de verdade.
Parem de escolher e sintam de verdade e vão ver que o casamento não é um negócio mas uma prova de amor, e os filhos não são despesas, mas sim o vosso fruto de amor; por isso reguem sempre com amor a vossa vida todos os dias e viveram na plenitude e sempre com a maior riqueza de todo o universo.
Aprendam a Amar de Verdade.B.Sem
    Re: Sentmt foi sp tabu em mh casa-Manuel e Pessoal   
a.dúvida (seguir utilizador), 2 pontos , 20:22 | Segunda, 5 de Abril de 2010
    Re: Sentmt foi sp tabu em mh casa-Sara e Pessoal   
Sabetudo (seguir utilizador), 1 ponto , 5:52 | Terça, 6 de Abril de 2010
Sentmt foi sp tabu em mh casa-Sara e Pessoal
Sabetudo (seguir utilizador), 1 ponto , 5:46 | Terça, 6 de Abril de 2010
Sara, quando era pequena sonhei sempre ter uma vida com certas coisas, atingi alguns desses objectivos, e com eles aprendi, que a vida tem sentido sempre se fizermos os que amarmos e não o que os outros querem.
Muitas pessoas ligam ao status, ligam ao exterior de uma pessoa, digam aos bens materiais, ao acto sexual, e vivem assim e enganam-se com muita facilidade.
A minha vida deu tantas voltas, que há 3 anos era uma pessoa, diferente de hoje, porque aprendi que nada vale lutarmos,se faltar alguém que amamos imenso, como uma mãe, que a tive quase a perdê-las 3 vezes.
Do que me valerá ter tudo se me faltar um dos membros que amo imenso.
Tento dar uma visão às pessoas que na vida nada terá sentido, se as pessoas não souberem sentir, se as pessoas não souberem amar, se elas não souberem comunicar e se elas nada disserem a quem amam.
Por isso eu aqui fiz certos comentários para as pessoas não passarem pelo que passei, e terem consciência de que basta que nós percamos um familiar que amamos, para que a vida mude logo toda.
Não nasci com tudo, mas sim sem nada, mas vim a ter tudo, e apesar de ter, sinto que nada tenho, e nada me completa, ou seja: não é o status, não é os bens materiais, não é a profissão, nem os cursos que deve aproximar as pessoas e não é isso que faz uma pessoa feliz, mas sim se a pessoa:amorosamente, mentalmente, fisicamente, profissionalmente estiver realizada e se ela for mesmo amada e respeitada.
O dinheiro só ajuda a realizarem alguns sonhos, mas não
MUITO AMOR DT ! MUITO AMOR !
margarida douwens (seguir utilizador), 1 ponto , 12:02 | Terça, 6 de Abril de 2010
Dt. inveje-o no bom sentido da palavra, tem uma familia fabulosa onde existe amor, ( eu já tive a minha ). Dt. o Sr. é um poço de sentimentos, esses sentimentos que lhe nos enchem a alma mas, que nos fazem sofrer. O silêncio dos gestos, gestos de muito amor, tem razão pois não são necessarias as palavras para quê , quando os sentimentos estão dentro de nós ! Por vezes pergunto-me será que entende o meu silêncio ? Não, não entedem, o Dt. entederia mas não os que comigo convivem. Se lhe dá prazer fazer chichi na rua continue, fazer o que nos dá prazer é tudo o que nos resta, palavras para quê ? Se no silêncio manisfestamos os sentimentos? Eu não gosto de c. de banho publicas, penso que estão cheias de bactérias e, estão mesmo, algumas fedem numa mistura de cheiros e, volto com a bexiga a rebentar até chegar a casa. Hoje não estou virada para escrever, vou enfiar a cara num livro, fumando cigarro após cigarro, quero afastar pensamentos ( os de sempre ) e, a leitura transporta-me para outro lado que não este, estou cansada deste lado, prefiro ser uma personagem de um livro ! Obrigada Dt., muito obrigada. ( ainda não consegui descobrir o café do Paquistanês )
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