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Crise ou não crise eis a questão

9:39 Sexta, 13 de Novembro de 2009
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Se existe uma coisa boa que se pode retirar desta crise é certamente o facto de os países desenvolvidos compreenderem melhor agora os problemas económicos dos países subdesenvolvidos, e sobretudo compreenderem melhor os impactos das terapias habitualmente impostas pelo FMI quando chamado a intervir.

Por outras palavras, creio que esta crise está a dar um banho de humildade aos países desenvolvidos. Por países desenvolvidos entenda-se os países ricos, hoje por hoje os países mais endividados.

Entre os países desenvolvidos e mais endividados, pelo menos os Estados Unidos e o Reino Unido já não conseguem ocultar a sua preocupação relativamente ao risco de vir a sofrer inflação ou, pior ainda, hiperinflação.

Os Estados Unidos têm um défice fiscal que ronda os 12.8% do PIB e que não pode reduzir-se nas actuais condições do ciclo. Estes problemas fiscais traduzem-se numa divida pública de 100% do PIB o que aliado à crise coloca a prazo a moeda em risco. 

É certamente a gravidade da situação que leva ao nível de desinformação existente neste momento, e é a consciência dos seus impactos que leva o CEO da Goldman Sachs a afirmar que está a fazer o trabalho de Deus, um trabalho de responsabilidade social. 

Este ano 115 bancos abriram falência nos Estados Unidos, em 2008 foram 25 e em 2007 só 3. No entanto, para o grande público a crise já acabou ou está a acabar. Ainda recentemente o Hypo Real Estate, um dos principais bancos alemães, teve que ser totalmente nacionalizado. Nos Estados Unidos, o CIT o maior banco financiador das pequenas e médias empresas abriu falência depois de já ter recebido 3 mil milhões em auxílios. Não se pode ter a certeza que é impossível um novo Lehman Brothers. O CIT agora falido sem parangonas nos jornais é a 6ª maior falência bancária nos Estados Unidos.

Aparentemente os governos salvaram a humanidade do colapso, mas fomos salvos de quê, é a pergunta que faz agora uma pequena minoria. Não estão os governos muito mais endividados agora? Isso não era mau e mesmo crucial para um crescimento sustentado da economia? E as familias não estão piores?

O desemprego não está a taxas de 10%? Em Espanha não está nos 20%, é isto o resultado da operação salvar a economia, é assim que se salvou o mundo do "flagelo" do desemprego?

A realidade é que muito pouco foi feito porque muito pouco se poderia fazer. De verdadeiramente palpável existe o salvamento dos grandes bancos, esses foram salvos sem alguma dúvida, e na esteira da operação de salvamento, ficaram com acesso a crédito a custo zero, juntaram um estatuto de intocável e aumentaram quota de mercado.

Os americanos empossaram um controlador geral do programa TARP (700 mil milhões disponiveis para a banca com necessidades) de seu nome Neil Barosfsky. São dele as seguintes palavras: "A decisão do governo americano de suportar os bancos colocou a economia numa situação de risco agravado. Estes bancos, grandes demais para falir, são hoje ainda maiores, pelo que potencialmente o risco é maior hoje que há um ano."   
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Crise?
a.dúvida (seguir utilizador), 2 pontos , 22:04 | Sexta, 13 de Novembro de 2009
Ninguém mais aguenta ouvir falar da crise nos mercados financeiros. Terá sido uma crise maldita? ou uma santa crise? Tudo depende do ponto de vista...
Para alguns foi e estar a ser um período difícil. Há famílias em dificuldades. Mas trabalhar mais, não significa ganhar mais!
Para outros terá sido apenas um "pequeno contratempo"!!
Se todas as crises fossem previsíveis, elas não passariam dos estágios iniciais.
Agora parece que vamos entrar numa época pós-crise.
Que o mundo, os países, cada um individualmente tenha tirado as lições.
Cumprimentos. Sara
opinando a propósito (o meu desabafo em 2001)
Zé Cravinho (seguir utilizador), 2 pontos , 16:50 | Sábado, 13 de Fevereiro de 2010
Crise pode ser sinónimo de carência/de falta,escassez,perturbação
mas presentemente é a super-produção/que provoca um crise de
excedência.Os Capitalistas,p'ra dominar o Mercado/fazem entre si guerra surda e concorrência/e os que tiverem sagacidade e
inteligência/são os que abocam o melhor bocado.E nesta guerra surda e de competição/os que são mais sagazes e inteligentes/
conseguem arruinar os seus concorrentes/ficando com o exclusivo da negociação.Afinal também é negociante o proletário/pois vende
a fôrça do trabalho ao Patrão/mas êste,detentor dos meios de produção/estipula,como entende,um magro salário.Presentemente com o neo-liberalismo/intensifica-se ainda mais a concorrência/
o«salve-se quem puder«,o individualismo/e destrói-se,do colectivismo,a essência.E é de Novaiorque,da Bòlsa de Valores/que
é o coração do Capitalismo/que emergem as ordens do Imperialismo/
que condiciona a vida dos Trabalhadores.E o Capitalista segue adoptando a teoria/dum velhaco,pérfido e fascista cristão/que
com ódio ao proletário,assim dizia:/-Tirem-lhes o pão!Tirem-lhes o pão!A concorrência e excesso de produção/provocam desemprêgo carência e pobreza/mas o Capitalista com grande esperteza/de
qualquer modo,sabe enfrentar a situação.
    Re: opinando a propósito (o meu desabafo em 2001)   
kizzaka (seguir utilizador), 2 pontos , 0:05 | Domingo, 14 de Fevereiro de 2010
    Re: opinando a propósito (o meu desabafo em 2001)   
Zé Cravinho (seguir utilizador), 2 pontos , 9:35 | Domingo, 14 de Fevereiro de 2010
    Re: opinando a propósito (o meu desabafo em 2001)   
kizzaka (seguir utilizador), 2 pontos , 12:42 | Domingo, 14 de Fevereiro de 2010
    Re: opinando a propósito (o meu desabafo em 2001)   
Zé Cravinho (seguir utilizador), 2 pontos , 13:09 | Domingo, 14 de Fevereiro de 2010
    Re: opinando a propósito (o meu desabafo em 2001)   
kizzaka (seguir utilizador), 2 pontos , 20:26 | Domingo, 14 de Fevereiro de 2010
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