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Página inicial  >  Opinião  >  Ricardo Araújo Pereira  >  Contra o corte cego da consoante muda

Contra o corte cego da consoante muda

Aos 37 anos, sou um daqueles velhinhos que teimam em escrever "pharmácia" porque no tempo deles era assim. Eu tentei não ser reaccionário. Não tentei com muita força, mas tentei. Continuei a escrever como sempre, mas os revisores da VISÃO tinham depois o trabalho de corrigir o texto de acordo com a nova ortografia

Ricardo Araújo Pereira*
8:47 Quarta, 5 de Outubro de 2011
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Estou a ficar velho, mas a culpa não é minha. O corpo cria poucos cabelos brancos, ainda menos rugas e quase nenhuma pança, e a mente consegue manter-se imatura sem esforço nenhum. Estou a ficar velho por causa do acordo ortográfico. Aos 37 anos, sou um daqueles velhinhos que teimam em escrever "pharmácia" porque no tempo deles era assim. Bem sei que é cedo demais para estas teimosias, mas resisti até onde pude. Eu tentei não ser reaccionário. Não tentei com muita força, mas tentei. Continuei a escrever como sempre, mas os revisores da Visão tinham depois o trabalho de corrigir o texto de acordo com a nova ortografia. Vou pedir-lhes que deixem de o fazer. Eu sou do tempo em que se escrevia "recepção". Não adianta fingir que sou do tempo em que se escreve "receção" para nos aproximarmos dos brasileiros - que, curiosamente, vão continuar a escrever "recepção". 

O leitor quer saber porque é que este acordo ortográfico é absurdo, do ponto de vista linguístico? Então leia um linguista, que já vários se pronunciaram sobre isso. Comigo não conta para erudição, como sabe. Eu li os linguistas, mas quem me convenceu a ser contra o acordo foi a minha avó - que só tinha a terceira classe. "Ui, vem aí digressão biográfica", pensa o leitor. "E mete avós pouco instruídas, que acabam sempre por ser as mais sábias", continua, já um tanto impertinentemente. Tenha calma, não é uma enfadonha história de sabedoria anciã. É uma enfadonha história de amor ancião. Nos anos decisivos da minha vida, passei muito tempo em casa da minha avó, que não era, digamos, uma pessoa exuberantemente afectuosa. Não era dada a beijos e abraços. Sucede que, talvez por isso, eu também não sou uma pessoa exuberantemente afectuosa. Também não sou dado a beijos e abraços. Quando quero explicar a uma pessoa que gosto dela, tenho de recorrer a outros estratagemas. A minha avó cozinhava. Ou esperava por mim à janela. Eu digo coisas. Deu-me para isto. Faço tudo o que é importante com palavras, porque não sei fazer doutra maneira. Acho que foi isso que me atraiu na actividade de fazer rir as pessoas: trata-se de provocar uma convulsão física nos outros - mas sem lhes tocar. O Marquês de Sade gabava-se de produzir este e aquele efeito nas senhoras. Sim, mas a tocar também eu. Gostava de ver o sr. Sade fazer com que alguém se contorcesse sem contacto físico. 

Dito isto, eu estou preparado para que as palavras se alterem, para que a língua mude. Em português, temos a palavra "feitiço". Os franceses, que não podem ver nada, levaram-na e transformaram-na na palavra "fetiche" (quem mo disse foi o professor Rodrigues Lapa). Nós voltámos a ir buscá-la, e agora usamos feitiço para umas coisas e fetiche para outras. Portanto, a língua mudou e mudou-nos. Ter fetiches é diferente (e mais compensador) do que ter feitiços. Mas a ordem certa é esta: a língua muda, e depois muda-nos. Não somos nós que mudamos a língua na esperança de que ela nos mude da maneira que queremos. Se o objectivo é aproximarmo-nos dos brasileiros, aproximemo-nos dos brasileiros. Logo se verá se a língua resolve aproximar-se também. 

Claro que isto são rabugices de leigo. As rabugices de linguista têm mais valor, evidentemente. Mas o leitor também rabujaria se um acordo internacional o obrigasse a abraçar de outra forma, ou a beijar de modo diferente. "Recepção" escreve-se com "p" atrás do "ç". É assim porque o "p" provoca uma convulsão no "e" - sem lhe tocar. E eu tenho alguma afeição por quem consegue fazer isso. 

*Ricardo Aráujo Pereira escreve de acordo com a antiga ortografia

 
Palavras-chave  Ricardo Araújo Pereira
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Uma erecção em ereção?
joadearievilo (seguir utilizador), 3 pontos (Divertido), 20:46 | Quarta, 5 de Outubro de 2011
Começo a compreender o Ricardo; tem toda a razão, está a aproximar-se daquela idade que deixa os jovens, senão em estado paranoico, aterrorizados, pelo menos muito aflitos. Aconteceu comigo, acontece com o Ricardo, acontece com todos aqueles que chegam aos quarenta anos de idade.
É uma tremenda lacuna dos nossos psicotécnicos, educadores, avós e pais, tios e tias, que deveriam saber que, dos quarenta aos cinquenta, é somente a melhor idade do homem em percurso habitual de vida.
Assim: Força física, resistência imunológica, ereção (ou erecção para os conservadores da língua como o Ricardo), mulheres, situação estável de vida, charme (elas não resistem), cultura, maturidade, saber do ofício... está lá tudo reunido numa quantidade e harmonia nunca mais possível. Daí para a frente evolui-se numas coisas, perde-se noutras.

Portanto, hoje não bato no Ricardo, ele até escreveu uma crónica aventurando-se a sair da caixinha da televisão e levando-nos a visitar a sua avó - à vida, que é onde nascem as verdadeiras crónicas e tudo o que se escreve - que era daquelas antigas que agarravam um home pelos colarinhos, quando eles apareciam bêbedos em casa e os punham a dormir com as galinhas ou os coelhos como fazia a minha avó Leonor que me levava à lenha com ela.

Mas dos beijos e abraços, não se desculpe, homem, isso não tem a ver com a sua avó, tem a ver consigo, porque se continua a seguir os gostos da sua avó, um dia escorrega, e lá se vai a bilha em cacos. Andamos debaixo das saias da mamã, da avó, mas chega uma altura que temos de ser nós connosco, ou não vale a pena andarmos cá a fingir que somos nós, quando afinal somos a nossa avó.

O tema da crónica é muito bom, sempre atual, a nossa palavra escrita precisa de se atualizar, sempre foi assim ao longo dos tempos. Infelizmente os nossos ilustres doutos navegam num mar de imbecilidades por medo de que as palavras que memorizaram em criança, os metamorfoseiem em homens modernos abertos ao mundo futuro. A metamorfose é uma passagem mui dolorosa. É por isso que berramos tanto com os políticos para que nos mudem, sem sermos capazes de mudar uma erecção em ereção.

Deixo aí para que discordem, gritem, blasfemem, mas pensem, não como a avó do Ricardo e a minha avó Leonor à luz da vela, mas com neurónios modernos à luz de dígitos em computadores, iPads, Macbook Airs e outras maravilhas da técnica que devemos acompanhar.
Pensam que a língua de Shakespeare é a mais fluente do mundo por acaso?

sem notacyoes lexicas: http://maisumchato.blogsp...
uma escrita portuguesa aberta ao futuro?: http://maisumchato.blogsp...
    Re: Uma erecção em ereção?   
pnb (seguir utilizador), 2 pontos , 7:41 | Quinta, 6 de Outubro de 2011
    Re: pnb \ Uma erecção em ereção?   
joadearievilo (seguir utilizador), 3 pontos , 16:26 | Quinta, 6 de Outubro de 2011
EVOLUÇÃO
joao vitor pereira (seguir utilizador), 2 pontos (Divertido), 18:09 | Quarta, 5 de Outubro de 2011
Não sou propriamente um grande admirador do R.A.P.,mas numa coisa ele tem mérito... consegue aquecer o debate!...
Todas as linguas evoluem, mas tem de ser naturalmente e não por decreto ou acordo... com ou sem o "dito", era muito bom que em Portugal toda a gente soubesse ler e escrever a sua lingua!com ou sem erros determinados por acordos !... o resto é conversa e perca de tempo...

cumprimentos

João
    Re: EVOLUÇÃO   
aguedes (seguir utilizador), 1 ponto , 13:10 | Quinta, 6 de Outubro de 2011
    Re: EVOLUÇÃO   
joao vitor pereira (seguir utilizador), 1 ponto , 16:50 | Quinta, 6 de Outubro de 2011
    Re: EVOLUÇÃO   
MariaLaPortuguesa (seguir utilizador), 1 ponto , 17:42 | Sexta, 4 de Novembro de 2011
    Re: EVOLUÇÃO   
pnb (seguir utilizador), 2 pontos , 21:27 | Sexta, 4 de Novembro de 2011
    Re: EVOLUÇÃO   
MariaLaPortuguesa (seguir utilizador), 1 ponto , 17:39 | Terça, 8 de Novembro de 2011
    Re: EVOLUÇÃO   
joao vitor pereira (seguir utilizador), 1 ponto , 15:13 | Sábado, 5 de Novembro de 2011
    Re: EVOLUÇÃO   
MariaLaPortuguesa (seguir utilizador), 1 ponto , 17:01 | Terça, 8 de Novembro de 2011
esquecimento?
cali4nick8 (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 11:49 | Quinta, 6 de Outubro de 2011
Muito incoerente este texto! R. A. P., como linguista que é, devia dizer que este acordo foi feito por... linguistas! E também devia dizer porque ele o sabe, que foi feito não para aproximar do brasileiro, mas sim para facilitar a aprendizagem do português como língua estrangeira.
Em relação ao "pharmácia" fiquei sem perceber a piada! Então se aceitamos tão bem a mudança de grafia de "pharmácia" e "photografia", porque não aceitar também esta? É porque fica bonito escrever para as massas?
    Re: esquecimento?   
pnb (seguir utilizador), 3 pontos , 12:07 | Quinta, 6 de Outubro de 2011
    Re: esquecimento?   
cali4nick8 (seguir utilizador), 1 ponto , 16:29 | Quinta, 6 de Outubro de 2011
    Re: esquecimento?   
ckage (seguir utilizador), 1 ponto , 18:32 | Quinta, 6 de Outubro de 2011
    Re: ccff77 \ Conciso e elucidativo   
joadearievilo (seguir utilizador), 2 pontos , 16:45 | Quinta, 6 de Outubro de 2011
    Re: ccff77 \ Conciso e elucidativo (correção)   
joadearievilo (seguir utilizador), 2 pontos , 16:54 | Quinta, 6 de Outubro de 2011
    Re: esquecimento?   
ckage (seguir utilizador), 1 ponto , 12:58 | Quinta, 6 de Outubro de 2011
    Re: esquecimento?   
ckage (seguir utilizador), 1 ponto , 13:04 | Quinta, 6 de Outubro de 2011
    Re: esquecimento?   
Alves Franco (seguir utilizador), 1 ponto , 8:32 | Terça, 25 de Outubro de 2011
AO
ccff77 (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 12:10 | Quinta, 6 de Outubro de 2011
Eu acho que ainda há muito para compreender e informar a população sobre o AO.
Não é só entre Portugal e Brasil. Será realizado em todos os países lusofónos. Não é um "faz favor" ao Brasil, nem outro país qualquer.
E sinceramente, há erros tão mais graves e ridículos que nós vemos por aí, do que algumas alterações de letras e blá blá blá....
Se fosse esse o problema do país, que bem que estaríamos!!!
    Re: AO   
pnb (seguir utilizador), 2 pontos , 13:33 | Quinta, 6 de Outubro de 2011
    Re: AO   
ckage (seguir utilizador), 1 ponto , 12:42 | Quinta, 6 de Outubro de 2011
E Leva um Asterisco
amy_lee (seguir utilizador), 1 ponto , 9:46 | Quarta, 5 de Outubro de 2011
"* Ricardo Araújo escreve de acordo com a antiga ortografia" e leva de prémio um asterisco!!

Serão muitos os leigos a deixar que o novo acordo ortográfico passe ao lado, e concordo que não é o facto de aproximarmos a língua que algo vai mudar.

Mas realmente escrever letras que não se lêem, colocar hífens, etc... também não faz muita falta!

Há boa maneira americana, só está lá o imprescindível. Não há "til" sons nazais, nada de invenções, só o essencial, se calhar ainda temos muito a aprender com as nações mais recentes do mundo.

Ou talvez não?!?

Infelizmente, não por gostar mais ou menos, mas pela força do hábito (que a muitos custa admitir) eu continuo a escrever de acordo com a ortografia antiga!

Um bem haja,

    Re: E Leva um Asterisco   
ckage (seguir utilizador), 2 pontos , 13:52 | Quarta, 5 de Outubro de 2011
    Re: E Leva um Asterisco   
pnb (seguir utilizador), 1 ponto , 13:56 | Quarta, 5 de Outubro de 2011
    Re: E Leva um Asterisco   
ckage (seguir utilizador), 2 pontos , 15:23 | Quarta, 5 de Outubro de 2011
    Re: E Leva um Asterisco   
Riachense (seguir utilizador), 1 ponto , 17:39 | Quarta, 5 de Outubro de 2011
    Re: E Leva um Asterisco   
Luis Azevedo (seguir utilizador), 1 ponto , 12:05 | Quarta, 5 de Outubro de 2011
    Re: E Leva um Asterisco   
Riachense (seguir utilizador), 1 ponto , 17:28 | Quarta, 5 de Outubro de 2011
Ricardo, seu benfiquista das nicas
pnb (seguir utilizador), 1 ponto , 10:16 | Quarta, 5 de Outubro de 2011
Hoje fizeste-me chorar em vez de rir. Obrigada pela coragem. É assim que fala um homem com H grande.
    Re: Ricardo, seu benfiquista das nicas   
Riachense (seguir utilizador), 1 ponto , 17:44 | Quarta, 5 de Outubro de 2011
    Re: Ricardo, seu benfiquista das nicas   
aguedes (seguir utilizador), 1 ponto , 19:29 | Quarta, 5 de Outubro de 2011
E para a Visão:
pnb (seguir utilizador), 1 ponto , 13:17 | Quarta, 5 de Outubro de 2011
Antiga Ortografia? Antiga é a vossa mãezinha.
Ortografia correcta que vocês mutilam todos os dias sabe-se lá a troco de quê.
Andei na escola a levar reguadas para quê???
gilberto.paulo (seguir utilizador), 1 ponto , 15:43 | Quinta, 6 de Outubro de 2011
O que eu sei foi que quando andei na escola a aprender a ler e a escrever, levei reguadas na mão( sim, que eu ainda fui desse tempo, e só tenho 40 anos),EXACTAMENTE porque quando tinha dúvidas sobre como escrever uma palavra, fazia-o como todo o leigo, ESCREVIA-A COMO A PRONUNCIAVA, na esperança de acertar.Claro que, lá vinha reguada para me lembrar daquela letrinha muda que não se lia mas que estava lá.Que as coisas evoluam, e que mal ou bem, algumas gerações tenham de lidar com isso, não se pode esperar mudanças de um dia para o outro. Antigamente, só se jogava jogos de computador no conforto de casa, hoje em dia os putos só conhecem o online e o virtual e deixaram de coleccionar jogos na prateleira do quarto. Antigamente, as televisões tinham de ter um móvel com meio metro de fundo para caberem dentro dele, hoje em dia, quando um puto vê uma televisão dessas pergunta o que é aquela "coisa" que sai da parte de trás do écrãn. O que eu sei foi que enquanto escrevi este comentário, em cada linha fui corrigido pela correcção automática do sistema, como se de repente tivesse deixado de saber escrever. O que eu sei é que essa FOI A MINHA EDUCAÇÃO BASE e dizerem-me agora que estou errado e corrigirem-me a todo o momento é irritante e frustrante. Que as novas gerações tenham tempo de aprender a ler e a escrever de outra forma, não contrario, mas que as gerações presentes sejam corrigidas e criticadas pelo que a própria sociedade implantou quando estávamos a aprender a ser gente...
    Re: Andei na escola a levar reguadas para quê???   
joadearievilo (seguir utilizador), 2 pontos , 18:28 | Quinta, 6 de Outubro de 2011
De facto, é um bocado chato...
saramartins95 (seguir utilizador), 1 ponto , 20:34 | Quinta, 6 de Outubro de 2011
Ando no 11º, e aprender onde e o que é que se tira de onde e de quê pode ser um bocado complicado, especialmente com testes e os exames no fim do ano onde nos tiram pontos à fartura pelos erros ortográficos. Mas, na minha situação não temos outra opção, ao contrário de outros, e temos de fazer o que nos mandam, sob pena de termos notas sacrificadas.

No fim é uma questão de nos habituarmos - talvez devesse ser a língua a adaptar-se às nossas necessidades e não ao contrário, mas enfim...
    Re: De facto, é um bocado chato...   
pnb (seguir utilizador), 2 pontos , 8:02 | Sexta, 7 de Outubro de 2011
Dúvida
Lugra (seguir utilizador), 1 ponto , 1:43 | Sexta, 7 de Outubro de 2011
Gostava de saber o que é que os habitantes do Egito ( sim, os egicios - ou serão egitenses?) pensam disto...
    Re: Dúvida   
Pram (seguir utilizador), 1 ponto , 19:22 | Quarta, 12 de Outubro de 2011
Não fiz acordos com ninguém
Alves Franco (seguir utilizador), 1 ponto , 8:36 | Sábado, 8 de Outubro de 2011
-"Não fiz acordos com ninguém", deve, na essência, querer dizer: Não fiz acordos com nenhuma pessoa, ou seja, com zero pessoas, não fiz acordos. Quando alguém diz que a quantidade de pessoas com quem não fez acordos é zero, na verdade está a dizer os fez com alguém. Certo? Então porque é que quando queremos dizer que não fizémos um acordo com alguém para explicar que não fizémos acordos fosse com quem fosse, dizemos que não fizémos acordos com...ninguém? É nisto que nos devíamos centrar quando abordamos o assunto do AO, no que o Português quer dizer e diz outra coisa. Estas situações sim, deviam ser alteradas. Ainda não fiz as contas mas sei que neste momento muita gente deve estar a escrever em Português e de todos os que estiverem a escrever à antiga consomem recursos que se podiam poupar excluindo todas as letras que não servem para alguma coisa(pensavam que eu ia escrever"que não servem para nada",não era?) e isso também se pode tomar em consideração quando pensamos nas vantagens do novo AO.Falo do tempo gasto, que é dinheiro, da tinta quando se escreve à mão, do desgaste das teclas do PC etc etc. Isto de classificar letras como inúteis não deve ser levado á "letra", mas como não se dizem, eu dispenso-as de acordo com este "acordo" assim como dispensei os ph's etc. etc., de outros acordos.
Resumindo, eu não fiz acordos com ninguém mas considerando tudo o que referi sobre as letras que não servem para nada, aceito jogar ao novo AO.Cês tão me entendendo?
    Re: Não fiz acordos com ninguém   
Pram (seguir utilizador), 1 ponto , 19:47 | Quarta, 12 de Outubro de 2011
"Cada macaco no seu galho"
Apolo (seguir utilizador), 1 ponto , 21:48 | Sábado, 5 de Novembro de 2011
Olá a todos, li todos estes comentários e cheguei à conclusão que cada qual deve escrever como lhe ensinaram. Não sei se já repararam que por vezes eu trato alguns comentaristas por tu, porquê? porque eu sei que pela maneira de escrever do outro, ele é mais novo do que eu! e como diz o Ricardo, se me escreverem farmácia com Ph, eu apercebo-me que estou a falar com alguém muito mais velho do que eu; ainda há outra questão: - porquê mudar o AO se não mudamos as expressões? eu não posso dizer por ex: que naquela festa todo o mundo riu! porque o que eu quero dizer é que toda a gente ou simplesmente que todos riram! ou não posso tratar um brasileiro por tu, porque ele fica enfadado, ao passo que eu trato um americano, inglês ou francês por tu, o que é normal! por isso repito o melhor é escrevermos como aprendemos, porque há distância, sabemos com quem estamos a falar e empregamos as expressões adequadas.
Costumo tratar o Ricardo por tu, porque tenho um filho da idade dele, é uma questão de carinho, porque quando menos espero ele entra na minha casa através do pequeno écran sem pedir licença, é como se fosse um dos amigos dos meus filhos, ele naturalmente, também já percebeu que eu sou muito mais velha do que ele, pela forma que emprego certas palavras! ainda não sou avó, mas lembro-me de ver as placas das farmácias, escritas com Ph, algumas tinham um símbolo de uma serpente, isso é que eu não sei o significado, mas hei-de procurar!
Cumprimentos.

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