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Consumo e alimentação

A regra é simples: não desperdice

Luís Ribeiro e Clara Teixeira
11:39 Quinta, 5 de Novembro de 2009
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Consumo e alimentação
Manuel Morgado/WHO

22 Não desperdice comida 

É um cliché tentar convencer alguém a não mandar comida para o lixo com o argumento (verdadeiro) de que morre uma pessoa de fome por segundo, no mundo. Mas, se esse facto não chega, aqui vai outro, a apelar directamente ao bolso: imagine um lar que gaste €390 em comida por mês no supermercado, o que dá um custo médio por refeição de 6,5 euros; se a família souber aproveitar as sobras de comida para preparar uma refeição suplementar por semana - como pegar no que sobrou do frango assado do jantar para fazer uns ovos mexidos mais ricos para o almoço do dia seguinte -, ao fim de um ano poupou 338 euros . Espreite o site (em inglês) lovefoodhatewaste.com. E tente comprar produtos locais e não embalados. Uma laranja algarvia emite dois gramas de CO2 para chegar a Lisboa; uma manga brasileira, transportada por avião, 4,93 quilos. 

23 Evite os sacos de plástico 

Quando vai ao supermercado, não põe mais do que dois ou três artigos em cada saco? São de borla, pois... Mas saiba que, se levar 20 sacos de plástico por mês para casa, ao fim de um ano, ajudou a enviar para a atmosfera 15 quilos de CO2. Se for cliente do Pingo Doce ou do Minipreço, tem de desembolsar dois e três cêntimos, respectivamente. A estes preços, mesmo pressupondo que leva apenas metade dos sacos que transportaria quando são gratuitos, gasta entre €2,40 e €3,60 ao ano. Compre um daqueles sacos de ir às compras, que custam apenas 50 cêntimos, e em 12 meses já poupou entre 1,90 e 3,10 euros . Só mais uma coisa: qualquer saco de supermercado que, por acidente, lhe apareça em casa passa a ser usado para forrar o caixote do lixo. É a única maneira construtiva de o deitar fora.

24 Recicle e reutilize 

Hoje em dia, reciclar continua a ser mais uma prova de generosidade social do que uma forma de poupar dinheiro. Nos EUA, cada lata ou garrafa entregue num centro de reciclagem ainda vale alguns cêntimos, mas, na Europa, o acto é mesmo de puro altruísmo. O que não é de somenos: cada tonelada de plástico reciclado evita a emissão de 1,35 toneladas de CO2 para a atmosfera; de vidro, 0,84 toneladas. Com a sua consciência ambiental descansada, use então a criatividade para reutilizar tudo e mais alguma coisa. Embrulhe prendas em papel de revistas velhas (incluindo, porque não, a VISÃO, se já estiver bem lida), aproveite roupa que já não usa para fazer trapos, transforme garrafas em suportes para canetas, e embalagens de comida de folha de alumínio em caixinhas para molas da roupa, faça blocos de notas a partir dos lados limpos das folhas que imprimiu. O segredo está em pensar sempre no seguinte, antes de pôr o que quer que seja no lixo: "O que posso fazer com isto?" A poupança depende da elasticidade da sua imaginação.

25 Até à ultima gota 

Pasta de dentes, champô, detergentes... Do gel de banho ao ketchup, passando pelo azeite e pelo sabonete líquido, somados todos aqueles restos que ficam no fundo, o desperdício acaba por ser significativo. Aqui, é uma questão de princípio associada ao senso comum. Esmague a embalagem de dentífrico para lhe tirar toda a pasta, misture um pouco de água no champô para aproveitar melhor as últimas gotas, arranque a tampa principal da mostarda e limpe tudo com uma colher. Acredite: há sempre mais um bocadinho lá dentro.

 
Palavras-chave  comida, poupança, poupar, desperdício
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