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Exclusivo VISÃO

Legislativas

Como "assombrar" umas eleições

Um estudo de dois politólogos estima que, no domingo, haverá quase um milhão de eleitores-fantasma a "votar". E a poder declarar um falso vencedor

Miguel Carvalho
10:32 Quinta, 24 de Setembro de 2009
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Das eleições de 1979 às do próximo domingo, o País perdeu efervescências. Ou talvez tenha aprimorado técnicas. Porém, sejamos justos: não fossem uns "fantasmas" incómodos, uns quantos arrivismos e reminiscências atávicas, e o processo eleitoral talvez fosse exemplar. Os politólogos José Bourdain e Luís Humberto Teixeira, do Instituto de Ciências Sociais e Políticas de Lisboa, admitem conviver mal com o facto de se jogar "com dados viciados". Há dias, actualizaram um estudo de 2007 sobre os cadernos eleitorais, com base nos elementos da Direcção-Geral da Administração Eleitoral (DGAI), do INE e do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. E chegaram a conclusões assustadoras: segundo as suas estimativas, as eleições legislativas do próximo domingo serão disputadas à boleia de quase um milhão de eleitores-fantasmas, 930 mil para sermos precisos (ver quadro). Mais do que a soma dos votos obtidos pela CDU e pelo CDS nas eleições para a Assembleia da República de 2005. Naqueles números, incluem-se cidadãos falecidos, duplas inscrições e outras irregularidades. A situação pode originar um vencedor errado, nas legislativas - sobretudo se a eleição for renhida -, pois foi com base nestes cadernos "enfeitiçados" que se fez a nova distribuição de deputados pelos distritos. Para estas eleições, Lisboa, Castelo Branco e Bragança perderam um deputado a favor de Porto, Braga e Aveiro. Mas Viana do Castelo e Madeira perderiam um deputado para Setúbal e Porto se os cadernos estivessem correctos. "São eles que definem se uma região tendencialmente de direita como Viana tem mais um mandato ou se esse mandato é atribuído a Setúbal, que é um distrito tendencialmente mais à esquerda. E isso pode fazer toda a diferença em eleições mais disputadas", explica Luís Humberto Teixeira, que considera haver "uma elevada probabilidade de a verdade eleitoral sair distorcida". Ou seja, "o partido mais votado pode ter menos deputados do que o segundo". Neste quadro, um dos cenários possíveis é o PSD perder dois deputados e o PS ganhar mais dois.

A poucos dias das legislativas, a VISÃO conta as histórias por detrás de umas eleições. E faz o "check-up" à saúde do voto e da democracia. Leia tudo esta quinta feira, na revista VISÃO.

Palavras-chave  legislativas, eleitores fantasma
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Votos fantasma?
simples.palavras (seguir utilizador), 1 ponto , 18:55 | Quarta, 23 de Setembro de 2009
Em política tudo é possível.
Esperemos que a "democracia" possa ser transparente.
E que...
não haja mortos a votar...
pessoas que votam em duas freguesias...
pessoas que votam por outras que estão doentes e impossibilitadas...
e tantos outros...fantasmas que conheço !!!!
Terceiro mundo
vguerra (seguir utilizador), 1 ponto , 15:39 | Quinta, 24 de Setembro de 2009
Somos um país do terceiro mundo.Quando começam a pintar-nos os dedos?
e o simplex?
mortalha (seguir utilizador), 1 ponto , 16:18 | Quinta, 24 de Setembro de 2009
não resolve? plano tecnológico, magalhães e coiso e tal?

parece que é só os sites das finanças a serem produtivos...

Quem viu a maioria no Altis, desconfia...
da Maia (seguir utilizador), 1 ponto , 19:09 | Terça, 29 de Setembro de 2009
O problema é saber se isto foi ou não controlado. Ou seja, não basta fazer extrapolações, como se nada se tivesse passado. Ninguém quer se dar ao trabalho de verificar?
Será que esses eleitores fantasma votaram ou não... quem controlou isto?

Por que razão a abstenção foi a última coisa a saber-se na noite eleitoral?

Não deveria ter sido a primeira coisa?
Afinal, a primeira coisa que se sabe é quantos votam, pela confirmação nos cadernos, e só depois onde tinham votado... Mas não foi assim!!
Nem as magníficas sondagens se deram ao trabalho de saber ao fecho das urnas quantos tinham votado e assim dar valor exactos às 20h00 sobre a abstenção. Foi um segredo até ao fim... PORQUÊ?

Nalgumas mesas, sabe-se que o único controlo é apresentar um cartão de eleitor, ou seja nem sequer há BI... e o cartão de eleitor de eleitor é a coisa mais fácil de fazer!

Um milhão de eleitor fantasma... é muito significativo! Foi esse o aumento de votação que teve o partido que ganhou as eleições, e bastava não ter tido 100 ou 200 mil desses, para as coisas terem sido completamente diferentes.

Tivémos umas eleições com cadernos falsos e são válidas?
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