A luta contra o terrorismo trava-se, primeiro, em certos países que são alfobres de ideias extremas
7:02 Quinta, 14 de Janeiro de 2010
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O Presidente Obama vai rever, nos próximos dias, uma série de propostas relativas à melhoria do funcionamento das estruturas de segurança norte-americanas. A prevenção do terrorismo continua a ser a trave-mestra. Neste contexto, convém lembrar que todos os Estados têm o dever de proteger os seus cidadãos e de contribuir para a segurança internacional. Não se deve perder de vista, todavia, a necessidade de se encontrar um ponto de equilíbrio entre medidas mais constrangedoras e a continuação da globalização da vida moderna. A prosperidade e a criatividade exigem que cada sociedade se mantenha acessível ao resto do mundo. A segurança é importante, mas todo o progresso humano comporta um certo nível de risco. Mais ainda. Um sistema das informações de segurança que funcione melhor pode tornar desnecessárias certas medidas mais intrusivas na dignidade e nos direitos das pessoas.
Falemos, pois, de informações de segurança. A experiência faz-me dizer que o fundamental é a capacidade de análise. Essa capacidade começa pela questão da coordenação. A informação pode ser recolhida por várias vias. Mas há um momento em que é preciso juntar as pontas, fazer a síntese. Ter uma central de análise que reúna, debaixo de um mesmo tecto, as competências dos mais diversos tipos de analistas: militares, polícia e certas especialidades civis. Os governos, por razões históricas, a que não é alheio o medo de ter instituições demasiado poderosas, têm o hábito de multiplicar o número de organismos com funções na área da segurança do Estado. Daqui resulta, como o Presidente Obama constatou há dias, uma maneira de trabalhar fragmentada e menos eficiente. Lembro que os EUA têm, actualmente, 16 agências de informação e espionagem.
A análise, em matéria de segurança, exige meios humanos especialmente treinados. Neste tipo de trabalho, é a capacidade humana que conta. A faculdade de discernir, de compreender e ligar factos aparentemente desconexos. Continua a ser uma actividade baseada no recurso intensivo a um vasto número de peritos. A luta contra o terrorismo e pela segurança colectiva dos cidadãos não se faz com meia dúzia de gatos pingados, formados à pressa e sem bagagem intelectual, pouco motivados e mal compensados.
A experiência mostra ainda que a informação recolhida, mesmo no caso da ONU, que utiliza apenas fontes livres, é muito vasta. Quando se trata de governos, a massa de dados é muito mais volumosa. Esmagadora. Por isso, as prioridades têm de estar muito bem definidas. Depois, é preciso separar o trigo do joio. Tenho encontrado dirigentes incapazes de fazer a diferença entre o que é relevante e o que não presta, ou é mesmo falso, propositadamente enganador, mera contra-informação. A triagem deve ser feita pelos analistas e estar isenta de pressões políticas.
Mas tudo começa a nível do terreno. A luta contra o terrorismo trava-se, primeiro, em certos países que são alfobres de ideias extremas. Quem aí está, ao serviço da segurança internacional, tem de conhecer a cultura local, falar a língua, ter uma ampla rede de contactos com fontes de primeira mão, saber compreender o contexto, as relações de poder e os centros de influência. Quando o mundo era menos complexo, assim acontecia com os "honoráveis correspondentes" do Governo de Sua Majestade britânica. Eram conhecedores exímios das sociedades em que estavam inseridos. Hoje, gente desse tipo escasseia, face ao multiplicar das necessidades. Recorre-se, então, a intermediários. Como no caso de Al-Balawi, o agente duplo jordano, que, na semana passada, se fez explodir no Afeganistão, levando consigo sete funcionários da CIA e uma parte significativa da confiança que esta agência tinha em si própria.
A propósito do ataque desumano/ao Centro Comercial do Capitalismo/e ao Ministério da Guerra americano/a culpa,foi do ianque Imperialismo.O Poder americano do Imperialismo/que quer impôr-se a todo o Mundo/gera em muita gente,ódio profundo/que pode levar ao fanático terrorismo.Nós vemos que o Tio Sam imperialista/com Armadas pelo Mundo espalhadas/apoia Políticas militaristas malvadas/e até apoia um ou outro Regime fascista.
As Nações árabes do Médio Oriente/em troca do petróleo,têem o esteio/do Imperialismo,que,por êste meio/tem ali sua Armada,
omnipresente.Quando Mossadeg do Irão,nacionalizou/o ouro negro,
com toda a justiça/o Imperialismo,com insaciável cobiça/no Irão, um Regime fascista,implantou.E o Afeganistão que se atreveu um dia
a implantar um Sistema de tipo socialista/sofreu de imediato a acção terrorista/dos fanáticos Talibãs armados pela CIA.O Tio Sam quer ter o exclusivismo/de atear o fogo em seara alheia/e acintoso diz p'rà mundial plateia/que quer irradicar o terrorismo.
Êle que apoia Regimes fascistas/na América Latina e no Médio Oriente/tem,àlém do mais,o apoio indecente/da Europeia União e dos judaicos sionistas.E quanto aos diversos terrorismos/o Tio Sam
é Mestre nesta matéria/e provoca em muitas Nações,a miséria/ apoiando,das èlites locais,o Caciquismo.
Caro VA,
Sem dúvida que a capacidade humana de separar "o trigo do joio", de tomar decisões, de separar o que é relevante e que aparentemente é lançado apenas como contra-informação, não se aprende em nenhuma faculdade, em nenhum curso de formação do mais alto nível.
Aprende-se sim, estando no terreno, lutando dia a dia, por essa paz... tão ténue, tão frágil. "Todo o progresso humano comporta um nível de risco" escreve no seu artigo... é uma verdade inquestionável que sabemos que o senhor vive em cada dia.
Não vem a propósito deste artigo, mas permita que lhe diga que estou solidária com todas as vidas perdidas no Haiti, entre elas as de muitos funcionários da ONU.
Ghandi, de quem já falou num dos seus artigos anteriores, tem uma frase que deixo escrita " É um grande privilégio ter vivido uma vida difícel".
Bem -haja .
Sara
A capacidade de análise é de facto uma "arma" fundamental à antecipação de eventos e consequente monitorização, permitindo ainda a maximização dos meios ao dispor.
É como ter a Informação Certa no Momento Certo!