Os mercados accionistas subiram na passada semana, impulsionados pela expectativa de que a divulgação próxima (em 23 de Julho) dos resultados dos testes de esforço realizados sobre os Bancos europeus servirá para dissipar dúvidas sobre a saúde do sector financeiro. Os mercados beneficiaram ainda de uma revisão do Fundo Monetário Internacional (FMI) relativa ao crescimento económico mundial de 4,2% previstos em Abril para os 4,6% agora projectados. A confirmar-se esta previsão, esta será a maior taxa de crescimento desde 2007.
Merece ainda referência uma melhoria no sentimento dos investidores, justificada pela previsão de melhoria dos resultados relativos ao 2.º trimestre que esta semana começam a ser divulgados. O arranque da "earnings season" terá lugar hoje, após o fecho da sessão americana, com a divulgação dos resultados do gigante do alumínio "Alcoa Inc."
O índice CAC40, que agrega as acções das empresas francesas com maior capitalização bolsista, foi entre os índices internacionais aquele que mais se valorizou, com uma subida de 6,2%.
O PSI20 avançou 3,4% na semana finalizada em 9 de Julho.
Altavisa Gestão de Patrimónios, S.A.
15:21 Segunda, 12 de Julho de 2010
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Semana de 05 de Julho a 09 de Julho
Os investidores nos Estados Unidos, regressados de um fim-de-semana de 3 dias (pela celebração do feriado do 4 de Julho), colocaram (por agora) de parte os receios relativos ao risco e compraram acções em cada um dos dias da semana. Os "bulls" (na terminologia dos mercados financeiros, touros = optimistas) voltaram a tomar conta das operações na semana, tendo elevado o índice Dow Jones novamente acima da barreira dos 10.000 pontos.
Os analistas defendem porém que prevalece entre os investidores um sentimento de apreensão, dominado pelos receios de que a economia americana possa mergulhar novamente em recessão.
O mercado é assim dominado por uma dicotomia entre aqueles que acreditam que as acções se encontram baratas, na sequência das quedas verificadas ao longo dos 2 últimos meses e uma outra facção de investidores que espera um abrandamento na economia, o que os leva a assumir uma postura mais conservadora.
Na semana passada foram divulgados poucos indicadores económicos, merecendo referência apenas o índice ISM da manufactura para Junho, que registou uma ligeira queda face ao mês precedente e o dado semanal relativo aos pedidos de subsídio de desemprego, que apresentou uma quebra superior ao esperado, dado bem recebido pelos investidores.
Os principais índices accionistas do "Velho Continente" seguiram a tendência dos seus congéneres americanos, registando subidas em 4 sessões consecutivas e tendo alcançado valorizações superiores a 6% (no caso do FTSE e CAC) e 4% no caso do DAX. Os mercados beneficiaram da ausência de surpresas do Banco Central Europeu e Banco de Inglaterra, que reuniram na passada semana e deram as respectivas indicações da política monetária, que deverá continuar acomodativa (taxas de juro baixas), e da previsão optimista do FMI relativamente ao crescimento económico.
Na habitual conferência de imprensa que se segue à reunião do Conselho Governativo do BCE, Jean Claude Trichet exprimiu um optimismo cauteloso de que a crise da dívida soberana está a diminuir e que a economia na Zona Euro está a crescer a um ritmo mais elevado do que o esperado.
Os índices asiáticos não destoaram, seguindo a tendência de subida verificada a ocidente, tendo os principais índices de acções acumulado ganhos em torno dos 4% na semana.
O Shangai Composite, índice de referência das acções na China, e que tem sido o benchmark com pior performance em 2010 (-25%), valorizou na semana 3,7%.
De referir ainda a subida inesperada das taxas de juro levada a cabo pelo Banco Central da Coreia, a qual foi bem recebida pelo mercado.