O Banco Central Europeu afirmou que os testes de resistência aos 91 bancos foram "rigorosos e amplos", e instou os bancos que necessitem de aumentar os seus capitais a fazê-lo através do setor privado.
O Comité das Autoridades Europeias de Supervisão Bancária, em cooperação com o Banco Central Europeu (BCE), realizou um exercício de stress, com o objetivo de avaliar a resistência de um conjunto representativo de bancos dos países da União Europeia.
Em Portugal, este exercício foi conduzido pelo Banco de Portugal.
Em comunicado, o BCE diz que os testes representam um passo importante para apoiar a estabilidade da União Europeia e do setor bancário da zona euro.
A solidez das quatro instituições financeiras portuguesas (BCP, BPI, CGD e Espírito Santo Financial Group) analisadas pelo Comité de Supervisores Bancários Europeu (CEBS) foi avaliada com nota positiva.
O presidente do Banco BPI, Fernando Ulrich (na imagem), revelou que o banco que lidera teve bons resultados nos testes de resistência à banca europeia, dizendo estar convencido que os restantes bancos portugueses examinados também terão nota positiva.
Os bancos cujos capitais caíram abaixo dos níveis necessários para aguentar um forte agravamento da crise das dívidas soberanas na Europa foram apenas sete em 91 instituições testadas em 21 países da zona euro.
O banco alemão Hypo Real Estate Holdings, totalmente nacionalizado, o Agricultural Bank of Greece (ATEbank), e as 'cajas' espanholas Diada, Cajasur, Espiga, Unnim e Banca Cívica foram as instituições que falharam nos testes.