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Avisos para grávidas não se justificam em Portugal

As grávidas são consideradas um grupo de risco em qualquer gripe, mas não se justificam em Portugal os avisos que as autoridades de saúde britânicas fizeram a propósito do vírus H1N1, segundi o pneumologista Filipe Froes, do Hospital Pulido Valente

visao.pt
11:28 Segunda, 20 de Julho de 2009
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O consultor da Direcção-Geral da Saúde acentuou que as recomendações das autoridades sanitárias britânicas dirigidas às grávidas, entre as quais evitarem multidões e viajarem em transportes públicos, "baseiam-se numa realidade epidemiológica muito diferente".

"Neste momento, o Reino Unido tem vários focos de transmissão mantida na comunidade e as autoridades tomaram uma medida que reflecte o nível de actividade no seu país que não é de maneira nenhuma sobreponível à quase generalidade dos países europeus", esclareceu o especialista. Filipe Froes vincou que a situação britânica "é muito diferente da da maior parte dos outros países", entre os quais Portugal, onde ainda não se regista o contágio em comunidade.

No entanto, o médico sublinhou que "as grávidas são consideradas um grupo de risco quer para a gripe endémica quer para a gripe sazonal", embora a Direcção-Geral de Saúde tenha feito apenas alertas especiais para as crianças, as pessoas com mais de 65 anos e os portadores de doenças crónicas. Froes salientou que a circular sobre a vacinação gripal recomenda a administração da vacina contra a gripe às "grávidas que vão estar no decurso do segundo ou terceiro trimestre de gravidez, na época de maior actividade do vírus da gripe".

O subdirector-geral da Saúde, José Robalo, referiu na Comissão Parlamentar de Saúde na semana passada que as grávidas e as crianças só deverão receber a vacina contra a Gripe A (H1N1) em Fevereiro de 2010. O Governo vai despender 45 milhões de euros para a aquisição de três milhões de vacinas contra a Gripe A, a que corresponde seis milhões de doses, prevendo que estejam disponíveis em Janeiro, no máximo.
Palavras-chave  Gripe A, grávidas
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