Viena, 02 Jul (Lusa) - O Ministério Público da cidade austríaca de Sankt Polten acusou de coação o bispo Klaus Kung que, em 2004, foi nomeado "visitador apostólico" para investigar um escândalo de práticas homossexuais num seminário.
A radiotelevisão pública ORF confirmou quarta-feira que o Ministério Publico apresentou uma queixa contra Kung, a quem acusa de ter obrigado Ulrich Kuchl, reitor do seminário que foi centro da polémica, a submeter-se a um tratamento psiquiátrico, sob ameaças de destruir a sua existência.
O bispo Kung foi designado expressamente pelo falecido papa João Paulo II para investigar o caso de pornografia e homossexualidade no seminário de Sankt Polten, depois de um semanário austríaco ter publicado fotos de Kuchl e do seu subalterno a beijarem na boca e a tocarem nos genitais de seminaristas.