A vida é uma actividade de risco que as pessoas aprenderam a dominar.
9:55 Quarta, 18 de Novembro de 2009
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Conhecer o risco envolvido no seu investimento e conhecer o risco que está na disposição de tolerar emocionalmente são as duas componentes de risco que precisa de equilibrar.
O medo que inevitavelmente está associado ao risco é o maior inimigo do investidor. O medo turva o processo decisional. Apesar de ninguém no seu perfeito juízo fazer um investimento que sabe de antemão que vai resultar em prejuízo, a verdade é que o investimento hoje em dia tem sempre associados prejuízos de curto prazo que têm de ser assumidos e entendidos para se obterem lucros de mais longo prazo. É muito importante que o investidor tenha a noção disso para não ser apanhado de surpresa. A surpresa nestes casos leva sempre a que se tomem decisões erradas como, por exemplo, alterar a estratégia ou até sucumbir à emoção e simplesmente abandonar porque se convive mal com as perdas. Abandonar é garantir que a sua perda se tornará permanente.
Evitar este tipo de comportamento só se consegue quando se conhece a sua tolerância ao risco.
A vida é uma actividade de risco que as pessoas aprenderam a dominar. Existe risco quando se conduz, quando se pratica desporto, quando se atravessa a estrada, mas ninguém pensa nisso, porque esse risco está dominado.
Com dinheiro é diferente. O dinheiro representa estatuto social, poder, segurança, liberdade e ninguém quer perder esses atributos
.Então qual é o nível de risco que se está na disposição de assumir exactamente, sabendo, por exemplo, que nos índices ocorrem estatisticamente 5% de correcção de 3 a 4 vezes põe ano e normalmente depois do anúncio dos resultados trimestrais, e que 10% de correcção ocorre pelo menos uma vez por ano e normalmente entre Setembro e Novembro?
De acordo com estas estatísticas uma correcção deste tipo pode acontecer a todo o momento.
Quando se considera a alavancagem de alguns produtos convém lembrar que se essa alavancagem for de 5 vezes, qualquer variação negativa de 4% representa uma perda efectiva de 20%.
Os mercados estiveram extraordinariamente bem nos últimos 8 meses. Esperar a continuação deste ritmo de subida em 2010 não parece razoável e requer uma correcta avaliação do risco.
O risco é o elemento de incerteza associado ao retorno de um investimento. Traduz no fundo a possibilidade do investimento não apresentar resultados (mínimos) previstos. Em qualquer investimento nunca podemos eliminar a "perda". Claro que todos toleramos o risco, mas a perda, não.
Mas não podemos querer só a parte boa do risco, ou seja, ganhar mais. Reflectir antecipadamente sobre a nossa tolerância a perdas e saber qual a decisão a tomar, conhecermo-nos a nós mesmos, as nossas reacções, emoções e saber "em quê" e "porque" estamos a investir.
Aqui não podemos generalizar as coisas, cada pessoa é um caso e deve traçar a sua estratégia sózinha ou com o seu consultor. Definir um perfil de risco: baixo, médio ou elevado, diversificar...
As previsões técnicas indicam determinada evolução e ... a nossa intuição pode indicar outra, que pode revelar-se certa.
Questiona no seu último parágrafo e evolução em 2010? Analise de risco uma vez mais. Saber qual a acção a tomar: investir, retirar, ou simplesmente deixar o dinheiro como está. A vida é um jogo de riscos.
Cumprimentos.
Sara