Passos Coelho errou clamorosamente no timing e na forma
9:34 Quinta, 2 de Setembro de 2010
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Quando Pedro Passos Coelho chegou ao poder no PSD, o futuro próximo do País parecia ter ficado decidido. Acabara-se a balbúrdia na oposição e José Sócrates, que só se aguentava em pé por falta de comparência desta, tinha finalmente os dias contados. Sabia-se que os tempos eram difíceis, que existiriam orçamentos "de guerra" para apresentar e sabia-se que, com as eleições presidenciais de permeio, o País viveria um limbo político forçado de meia dúzia de meses. Era, como um dia disse António Guterres, uma questão de fazer as contas: Passos chegaria a S. Bento até final do primeiro semestre de 2011. No círculo mais próximo do futuro primeiro-ministro a confiança era tal que a data se adiantava à boca cheia. E a verdade é que as primeiras sondagens vieram dar sustentação a esta científica tese. Passos provava ser um político responsável, era ponderado e educado, dava-se ar de estadista, vivia, em suma, em estado de graça.
Eis senão quando passou alguma coisinha má na cabeça dos conselheiros políticos do líder do PSD. Sem que nada o fizesse esperar, Passos Coelho iniciou uma série masoquista de tiros no pé. Paradoxalmente, não tanto porque estivesse errado o conteúdo das suas propostas (faço parte do quase extinto leque dos neoliberais furiosos capaz de subscrever boa parte das ideias subjacentes ao seu projeto de revisão constitucional). Mas sobretudo porque errou clamorosamente no timing e na forma. Na questão da Constituição, como na do Orçamento de Estado, revelou ingenuidade política, insensibilidade social e sobretudo um inexplicável desnorte. O resto é sabido. As sondagens fizeram marcha atrás, Sócrates foi buscar ao baú mais uma das suas sete vidas e, num ápice, aconteceu o que todos julgavam ser já impossível: a dúvida reinstalou-se. Será desta?
A coisa tem, é inegável, um lado dramático. Portugal precisa desesperadamente de mudar de vida e de encerrar este ciclo político de governação socialista. Mas como o verão ainda não chegou ao fim, vale também a pena olhar para o lado divertido (ainda que grotesco) da questão. É que, num país onde a confusão entre as esferas política e económica é total, onde grassam promiscuidades e corrupções de toda a ordem, onde o Estado é simultaneamente fraco e imenso, não é suposto que as coisas funcionem desta maneira. Há meses que no País "empresarial" tinha já começado o baile, sinistro, subterrâneo e costumeiro que sempre antecipa a dança de cadeiras no topo da hierarquia política. Desde que (prematuramente?) se decretou a morte de Sócrates, a azáfama era mais do que muita. Contrataram-se assessores, nomearam-se administradores, iniciaram-se avenças, retomaram-se "amizades", redescobriram-se até velhas cumplicidades ideológicas que a governação socialista obnubilara. E agora, sem a sombra de um aviso, a orquestra pára e a música cala-se? As coisas não se fazem assim! O baile pode tornar-se um tumulto! Temo pelas pisadelas, pelos encontrões, pelas traições variadas e pelas quedas estrepitosas. E receio bem que os próximos tempos sejam tempos de muitas espargatas. Pelo menos enquanto não voltar a perceber-se em que sentido vai dançar-se o corridinho.
Excelente artigo, em que as verdades podem ser ditas com algum bom humor.
Já algumas vezes neste espaço tivemos opiniões divergentes sobre Passos Coelho ... hoje parece que estamos mais perto.
Este político está a revelar-se uma desilusão para os que viram nele um possível estadista, um líder capaz. Mas a verdade é que um "candidato a um lugar político" não pode cometer erros tão primários como os que tem vindo a cometer. Um bom político, espera a hora certa de dizer o que pensa... e pensa na forma como o vai dizer, para que as suas palavras ecoem naqueles que ele deseja que o ouçam e no povo como um todo. E isso ele não soube fazer. Ser político ou fazer política exige que se saiba uma regra muito simples: usar as palavras com diplomacia, no tempo certo.
Cumprimentos.
Boa Noite, Caro Pedro, tudo bem?
Bem, este seu artigo, vai mesmo ao encontro daquilo que eu mesmo também penso.Em tempos pensei que o Passos Coelho, podesse fazer algumas melhorias, mas hoje não tenho essa visão, nem a maioria dos Portugueses.
Mas nunca me esqueço da Manuela Ferreira Leite, ter dito, que ele ainda nos ia surpreender, que ele sabia mentir muito bem, e tal como ela disse, a verdade veio ao de cima.
Hoje penso que ambos, são capazes ter a mesma forma de governar, o país, pois todos sabemos, que o que eles querem no final é mais um tanto a subir nas suas reformas, e passar-se pela política, tem sempre esses pequenos interesses e que dá pequenas reformas e dinheiro, dado por fora de construtores e burlas.
Portugal, vai de mal a pior, mas sinceramente, não sei, onde isto um dia vai parar, porque vejamos que a tecnologia muda tudo, e os carros cada vez estão a mudar mais, já se comercializa até carros voadores, e um dia diversas empresas estão a fazê-lo, e agora eu questiono isto: será que precisamos de tantas auto-estradas e estradas para serem pagas? qual será o resultado delas daqui a 20 ou 30 anos? qual será o resultado do TGV, se as pessoas com pipa de massa aderem a esses carros voadores?
Muitas pessoas vão estar desempregadas e o ambiente vai piorar mais com essa nova moda e doenças existiram como a peste negra, ahah, mas será que estes Partidos, não são capazes de acordar e não pensar só no dia de hoje?
Eu pelo menos qd penso, penso sempre mais no fu
turo, do que só no dia de hoje.
Mas esta cambada que está perante o Governo, só pensa em imposto e tem cada ideia que não agrada a ninguém, a não ser aos empresários e aos que envolve esse tal dinheiro do TGV.
Estive no Norte e todos estão contra a ele, e aos partidos no geral, que na Régua e Peso da Régua fecharam a CP, e dizem que está em Obras, mas a verdade é que nem dinheiro eles viram para essas tal obras, porque pelo que parece, um dia as gravuras da Foz Côa, um dia vão desaparecer, porque o segredo de algum tempo deles, é um dia construir ali uma barragem numa zona tão genuína do norte, e nos Trás dos Montes, outra, que convencem o povo que dão emprego, mas depois metem lá pessoas conhecidas delas, e com empregos de um salário miserável, e assim o povo continua enganado e cego e convencido que a zona vai melhorar.
Precisamos de um novo partido, e de votar em partidos novos, que nunca tenham estado antes no Governo, para defender os interesses do Povo, porque todos os que lá estão e já ouvimos falar, e até os comunistas, são todos a mesma cambada, eu não acredito em nenhum deles.
Prefiro mudar de país e começar uma vida nova, do que viver sempre enganada e roubada por esta cambada, de Abutres, que só tentam matar e comer vivo as pessoas.
No domingo passado estive a falar c uma idosa que recebia100 euros e ainda por cima tem q pagar medicamentos dos problemas de saúde dela, q resta-lhe5euros,e se não vivesse com o filho e nora, estava mt mal.
Arre a este Governo.