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Água e electrodomésticos

A cozinha é um ponto-chave na poupança de energia

Luís Ribeiro e Clara Teixeira
11:21 Quinta, 5 de Novembro de 2009
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Água e electrodomésticos
Manuel Morgado/Who

1 Troque o seu frigorífico velho

Um frigorífico com mais de dez anos consome, em média, 857 kWh - o que equivale a €108,99 por ano, na conta da luz (ao preço de €0,1271 o kWh). Um novo, de categoria A+ (ou se tiver a certificação Energy Star), gasta apenas 400 kWh - €50,82 por ano. As contas são fáceis de fazer: trocar o aparelho antigo por um recente poupa-lhe €58,17 por ano e €290,85 ao fim de cinco anos . Afinal, comprar um frigorífico amigo do Ambiente também é um investimento. E, já agora, mantenha o acto de abrir e fechar a porta do electrodoméstico reduzido a um mínimo.

2 Ponha as máquinas a trabalhar à noite

Se tiver tarifa bi-horária* (opção que compensa as famílias que passam grande parte do dia fora de casa), gastar electricidade à noite fica praticamente a metade do preço. A forma mais fácil de poupar energia sem esforço passa por usar as máquinas de lavar roupa e loiça apenas em período nocturno. Por exemplo, para uma utilização de 40 horas por mês (20 horas para a roupa e outras 20 para a loiça), gastará €6,20 euros ao fim de 30 dias (€74,4 por ano), se as máquinas trabalharem às claras; se trabalharem exclusivamente às escuras, a factura desce para os €3,34 mensais (€40,08 anuais). Um pequeno passo para o Homem (poupa €34,32 por ano ) e um grande passo para o planeta (à noite, a produção de electricidade em Portugal recorre mais a fontes renováveis e menos a carvão). * Os encargos de potência (aluguer do contador) para a tarifa bi-horária custam €8,15 mensais (mais €0,0696 por kWh nocturno e €0,1 295 o diurno), contra €5,93 na tarifa simples (€0,1271 o kWh). Todos os preços dizem respeito à tarifa regulada, da EDP.

3 Desligue o forno dez minutos antes

Uma utilização racional do forno pode significar poupanças energéticas de quase 20 por cento. E é uma questão de senso comum: se desligar o equipamento dez minutos antes do tempo, num cozinhado de uma hora, o calor que se mantém lá preso termina o serviço (desde que, claro, não se ponha a abrir a porta para espreitar se está pronto). Ora, para uma utilização de dez vezes por mês, a 1,56 kWh por cozinhado, esses dez minutos representam menos 31,2 kWh por ano, uma redução de €4, na factura da luz e de 15 quilos de dióxido de carbono (CO2) que não chegam a ir para a atmosfera. Não é muito, mas aplique o mesmo princípio ao fogão eléctrico (as placas de vitrocerâmica continuam quentes, durante algum tempo) e os resultados multiplicam-se.

4 Poupe água

Portugal tem uma das taxas mais baratas de água da Europa, mas isso não quer dizer que ela seja eterna. Aliás, os cenários climáticos apontam para uma redução dos caudais dos rios (sobretudo no Sul) e um aumento das secas. Mas, além disso, o nosso país vive muito das barragens para a produção de electricidade - a menos água nas albufeiras corresponde a necessidade de recorrer mais ao carvão e ao gás. De qualquer forma, dando como exemplo o preço do metro cúbico em Oeiras (50 cêntimos) e apontando para um consumo médio de 10 m3 por mês, gastar menos 30% de água (que, segundo vários estudos, é a proporção do desperdício) corresponde a poupar €18 por ano . E não é preciso grande esforço. Sabia que o autoclismo é responsável por 28% do total do consumo numa casa? Deixe de o utilizar cada vez que atira um lenço de papel para a sanita e ponha ainda uma garrafa cheia dentro do autoclismo, para diminuir a capacidade do equipamento; desligue a torneira enquanto escova os dentes ou se ensaboa; e experimente regar as plantas lá de casa com água da cozedura dos vegetais, que ainda por cima é rica em nutrientes.

Palavras-chave  poupança, energia
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