É tão absurdo dizer que a liberdade de imprensa está em perigo como confundir uma providência cautelar com um acto de censura prévia
2:44 Quinta, 18 de Fevereiro de 2010
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1. A reprodução de escutas telefónicas pelos media, mesmo sendo legais no processo em que foram efectuadas e deixando o processo de estar em segredo de justiça, levanta muito complexas questões a nível jurídico, deontológico e ético. Pode sustentar-se, com fortes argumentos, que tal reprodução nunca é legítima; mas também se pode sustentar que o é - apenas, porém, em casos absolutamente excepcionais em que um inequívoco interesse público prevalecente o justifique.
Não podendo aqui analisar o caso concreto das escutas publicadas pelo Sol, parto do facto que é a sua revelação e, em homenagem ao rigor, noto duas coisas: a) Trata-se de reproduções parcelares do que já são partes das conversas, as vertidas para os autos; b) Nelas se misturam o que se me afigura serem interpretações que partem da própria conclusão. Ou seja: a conclusão não decorre do que é dito, antes o que é dito é interpretado à luz das conclusões.
2. Isto não exclui a deplorável realidade que dessas escutas emerge, ou que elas confirmam: a tentativa de o poder político, uma vez mais, tentar limitar ou influenciar os media. Através do grande poder económico, que em geral os detém e em larga medida "comanda", como "comanda" o próprio poder político. Há muito que é assim e neste caso parece-me claro que, através de boys seus amigos, sem qualificação bastante para os cargos milionariamente pagos que ocupam, José Sócrates terá pretendido influir na mudança de titularidade de (pelo menos?) um grupo de comunicação social, na expectativa de que, assim, lhe passasse a ser mais favorável ou, no mínimo e na sua perspectiva, menos hostil.
Face a isto e a outros episódios conhecidos, atendendo ao que é esse tipo legal de crime e até a prática corrente neste domínio, deve o primeiro-ministro ser constituído arguido num processo de atentado contra o Estado de Direito? Creio firmemente que não. E, mais, que se o fosse se estaria a abrir um precedente para uma perigosa maior politização da Justiça e judicialização da política.
3. Mas quando estão em causa governantes, o essencial são os factos: não a sua valoração jurídico-penal, antes o juízo ético-político que sobre eles se deva fazer. E julgo que, na sequência de outras trapalhadas, o primeiro-ministro - que tem sido vítima também de várias campanhas, com apoios ou conivências nos media - ficou mais fragilizado. O que é mau para o País, para mais atendendo à grave situação que se vive. Situação que, no entanto, neste aspecto joga a favor do primeiro-ministro, afastando qualquer hipótese de o substituir agora.
4. Vivemos então em "asfixia democrática", como na propalada (e derrotada) tese do PSD nas últimas eleições, tese talvez da autoria de Paulo Rangel, que por outras palavras irresponsavelmente a levou para o Parlamento Europeu? Com os últimos "casos" a liberdade de imprensa está em perigo ou em causa em Portugal? Obviamente, não. É tão absurdo afirmá-lo ou insinuá-lo como confundir, por exemplo, uma providência cautelar de um tribunal, mesmo que se discorde dela, com um acto de censura prévia: a censura prévia foi, com a polícia política, o principal instrumento da ditadura, e dizer tais enormidades, além de só contribuir para a branquear, revela confusão, ignorância ou má-fé.
5. Seria bom que os jornalistas julgassem os seus actos e comportamentos com os mesmos critérios e a mesma exigência com que julgam os dos outros. E nunca esquecessem os seus deveres de cidadania. Há muito, muito tempo, que ando neste ofício e nesta luta, e continuo a defender o combate dos jornalistas contra tudo que seja ataque à sua liberdade, dignidade e independência. Para o prosseguir, porém, temos de ser nós próprios livres e independentes, temos de exercer a profissão com dignidade e qualidade. Pressões ou tentativas de pressão sempre existiram e vão-se manter, se não piorar. A nossa obrigação é resistir-lhes e, quando tal se justifique, denunciá-las. Sem fazer disso um espectáculo de vitimização ou um pretenso acto de quase "heroísmo", para valorização própria. Que pensar quando alguém se apresenta como vítima do que acaba por só lhe dar proveito?
MAIS OUTRO A QUEM O MARIO SOARES OBRIGOU A DEFENDER O MAIS NOCIVO DE TODOS OS PRIMEIROS MINISTROS.
É PENOSO VER ESTE SR (QUE DAQUI A 2 MESES ANDA DE PUNHO NO AR A DEFENDER 0 25 DE ABRIL) A DEFENDER ESTE PERSONAGEM!!
NÃO ACHA QUE ESTE CASO É IGUAL AO DO NIXON?
DEFENDEU O WASHINGTON POST?
NÃO É A VOSSA REFERENCIA COMO JORNALISMO?
PORQUE NÃO PEDE A DEMISSÃO DESTE SENHOR?
Concordo em parte com o que escreveu o José Carlos Vasconcelos, tenho assistido nas redes sociais como o twitter, facebook, blogs, e através dos próprios média a uma promiscuidade/manipulação politica da parte de alguns jornalistas, e de alguns ex e outros ainda directores de jornais - são esse que não observam o código deontológico dos Jornalistas Portugueses.
Por outro lado, não nos podemos esquecer que a providência cautelar pode ser usada como um instrumento de censura perverso, disso mesmo é exemplo o recente caso dum livro, de um documentário que foram banidos e de um cidadão que foi silenciado.
Noutros países, nomeadamente em Inglaterra, onde esta figura jurídica foi excessivamente abusada e deturpada - ex. caso da multinacional petrolífera Trafigura, representada pela Carter Ruck que utilizaram um método homologo à providencia cautelar para banirem as reportagens do Guardian e da BBC Newsnight/Panorama sobre o derrame de óleo tóxico em Abijan, Costa do Marfim, que causou a morte de 17 pessoas - debatem agora o problema da liberdade de imprensa versus 'super-injunctions' que proíbem com ameaças de processos as reportagens de serem publicadas antes mesmo de essas serem impressas.
Cito o seu texto :" ...antes o que é dito é interpretado à luz das conclusões..."
Já li muito sobre este tema e tenho que lhe dar os parabens, a suposta tentativa de controle, foi REALMENTE a providencia cautelar e nunca a declaração do Crespo na Assembleia.
È que ser vitima, é precisamente o contrario do que lhe se lhe exige. é preciso motrar competencia e isenção.,pensamento transcrito, alias no que finaliza no seu ultimo paragrafo.
Bem Haja,parece há muitos anos,ser uma lufada neste mar de pantanos e lamaçais.
De uma forma serena disse tudo: hoje em dia neste amargurado País há uma classe que precisa que as referências do Jornalismo que não dá pontapés na gramática que tem cultura aplem ao que tem faltado aos restantes: um pouco de ética.
Ontem mais um dia negro para o jornalismo para a prestação de um director de um semanário dito de referência: O senhor Monteiro uma vez mais mostrou aquilo que é: um mau jornalista, um homem ressabiado e ao serviço do engagamento editorial do Expresso , em suma revelou-se um dos « Pinguis vaidosos» deste País.
O seu artigo deveria ser urgentemente lido e discutido nas escolas supoeriores que forma os jornalistas sobretudo para serem caso de estudo na disciplina de Ética.
O PERIGO DA PROVIDÊNCIA CAUTELAR !E se criar MODA?
Sem grande análise assente na mera retórica, em pressupostos de mera opinião pessoal como esta que a seguir exponho, diria apenas que O PERIGO DA PROVIDÊNCIA CAUTELAR, reside no facto de poder vir a abrir um GRAVE precedente e tornar-se MODA continuada ao livre arbítrio dum qualquer Juíz.
É óbvio, é evidente que existe "liberdade de expressão", mas também é VERDADE HISTÓRICA que todos os cuidados são poucos para a preservar contra tudo e contra todos, venha de onde vier essa "fumaça" que possa originar perigo IMINENTE!
Como lá diz o ditado: " o seguro morreu de velho"!
Neste artigo de opinião (como em tantos outros) não consigo desfazer-me da tal dúvida: fosse o 1.º ministro de outra área política ou, em alternativa, o cronista de tendência diferente, as considerações éticas seriam as mesmas?
Entre muitas outras questões, esta parece-me uma das mais relevantes e tem afectado praticamente todos aqueles que têm debitado opiniões acerca deste caso.
Haverá isenção para lá da simpatia político-ideológica? Mais propriamente, político-partidária?
Concretizando: serão as "escutas" mais ou menos legítimas, consoante olhamos para elas da direita ou da esquerda? Será o primeiro-ministro mais ou menos vítima, consoante a cor política de quem o "julga"?
Não andará o conceito de ética um bocadinho ao sabor da corrente político-partidária? Não terá andado sempre?
Ficam as dúvidas.
Uma providência Cautelar,para cautelar que a verdade que esta escondida se saiba,não houve sangue,vidas em perigo por rapto,apenas a verdade,-suposta-escondida,então porque não por uma providência cautelar para que a verdade não seja escondida,-SILÊNCIADA-há pois hásempre o outro lado da verdade,não juram os ADVOGADOS a fraze,---só a Verdade e nada mais que a verdade-,ou sempre há tão dita verdade- para os ricos e a verdade para os pobres-,uma maravilha esta nossa justiça.e já agora Portuga continua na verdade a ser um país de brandos costumes,vá lá a gente saber até quando,.(vá gente acordem,),,,,..
Providência cautelar para ACAUTELAR ou ocultar a Verdade, sequestrando-a, impedindo-a que possa ser apresentada ao conhecimento público?
Tem cautela mensageiro, porque querem acautelar que a Verdade não se expanda para além do domínio secreto onde pairam movimentações "invisíveis" a coberto de inconfessáveis verdades.
Pode ser coincidência ou não (importa apurar os factos), mas "em cada cavadela uma minhoca" e isto repete-se, repete-se, repete-se, inevitavelmente, para todo o sempre, Amém!
Que mais irá acontecer a este Governo, como quem diz ao povo português, um dos Países mais pobres da Europa com vencimentos baixos, com fome e desemprego?
Já dizia a minha saudosa avó, "o exemplo vem de cima", os altos cargos do Estado deviam de ABDICAR num corte de VENCIMENTOS, isso sim, era uma prova para moralizar o País!
Tenham essa coragem?
Vá lá, apertem também o cinto, um ou dois furos, não dói nada!
Bem, voltando à transparência pública, "coisa" cada vez menos transparente e mais fosca, um "rega-bofe" em que cada um se "safa" lindamente sob o "beneplácito régio" do Socialismo e das "Amplas Liberdades" nesta coutada paradisíaca que procura salvaguardar o sustento dos familiares e amigos em Empresas MUNICIPAIS , Empresas Públicas e semi-Públicas, pois saem do Governo e ficam logo bem governados para toda a vida com bons "tachos" na vida privada!
Será que NINGUÉM com coragem toma conta desta anarquia de salteadores da barca perdida que cada vez mais se afunda?
Liberdade!
José Carlos Vasconcelos não consegue despir a farda de esquerdalha PS.
É tão absurdo dizer que está em perigo a liberdade de imprensa como abserdo é o nosso 1º não ser culpado em quase todas as trapalhadas onde está metido.Curso,assinaturas de projectos,cova da beira ,freeport,face oculta e outras que ainda não vieram à baila.
Porque seria que Sócrates acabou com a Reserva Natural do Guincho, criada pelo Pimentinha,e a transformou em urbanização de moradias para estrangeiros e pessoal de grana em colaboração com o seu amigo e quase irmão ,outrora comuna,presidente da Camara de Cascais ,José
Miguel Judas? Não querem procurar?
A Competencia e a isenção não se compra, nem se vendem nas lojas ou Farmacias, NASCEM sempre por experiencias adquiridas e praticas de isenção , que mais não são do que atitudes de passado formativo e sempre ligasa a escolas de " mentores/ professores" com paixão pelo que fazem.
Não será que o problema do actual jornalismo, se encontra nas Universidades e na qualidade dos formadores ? Não será que os problemas que menciona, não estão nos "Conselhos de Redação" que parecem pertencer aos Partidos e que lançam as suas propagandas com um calendario bem concertado ? Não será a influencia das Agencias de informação , nas Redacções e nas formas abjectas como passam o que lhe interessa publicitar ? Não será o Caracter dos profissionais (?) dos Media que impera , ficando dependentes da insegurança que se vive no meio e que origina a preservação do posto de trabalho ? Não serão campanhas orquestradas,como o Caso Crespo ( sem sentido e sem contexto,como se isso fosse um acto de censura !!!), ou as campanhas do Portas sempre às 6ª feiras para enchar os media no fim-de-semana? Não será a forma como se promove o que se publica, sem se premiar a isenção e o sentido de contraditorio.
Deixe que o saude pela sua COMPETENCIA que se tem reafirmado ao longo dos anos, mesmo que alguns, com a sua raivinha habitual, não perecebam que um passado de respeito faz-se sempre pelo lado da isenção e não da propaganda- esse é o caminho que alguns gostam -o da DEMAGOGIA e SUBSERVIENCIA