Visão - Homepage
Faça aqui o seu
Subscreva dos feeds RSS da visão.pt
RSS
Assinaturas: Papel | Tablets e Vouchers | Digital
Convite aos Leitores: Deixe aqui a sua Opinião
Página inicial  >  Opinião  >  Miguel Carvalho  >  A PT vista daqui

A PT vista daqui

A PT é Portugal no seu esplendor: um território de favores partidários, interesses sinistros, promiscuidades empresariais e políticas, lucro máximo, pensamento mínimo

14:27 Quinta, 1 de Julho de 2010
Partilhe este artigo:

Espírito colonialista. Disse o Financial Times.

Protecionismo e o nacionalismo fora de moda. Disse a vice-presidente da Comissão Europeia.

República soviética. Atiram comentadores.

Eis o retrato do Estado português na Imprensa após a utilização da golden-share para vetar a venda da totalidade da brasileira VIVO à Telefónica, espanhola.

Permitam-me umas achegas. Sem economês. Acionistas que enchem a boca com o interesse nacional e o patrioteirismo de conveniência, afinal, queriam vender tudo aos espanhóis. Curioso. Um Governo que não tem qualquer estratégia para a PT exceto o habitual "não coiso nem sai de cima", descobriu, enfim, o interesse nacional, depois de privatizar a empresa.

Uma Comissão Europeia que incita os estados a sair em socorro dos mercados financeiros, mas se empertiga quando o Estado intervém na livre concorrência, é capaz de estar a assumir uma postura neocolonialista, não?

A Espanha, tão ciosa do ferrolho nos seus interesses dentro e fora de portas, enxofrou com a decisão. E se fosse ao contrário?

Resumindo: contente eu, com a decisão da PT de manter a Vivo? Nim.

A PT é Portugal no seu esplendor: um território de favores partidários, interesses sinistros, promiscuidades empresariais e políticas, lucro máximo, pensamento mínimo.

Quem quiser, que a compre. Dá no mesmo.

Faça login pelo Facebook e comente este artigo!
 
 
Aumentar texto  Aumentar texto Diminuir texto  Diminuir texto ImprimirImprimir Enviar por emailEnviar por email
Partilhe este artigo:
 
 
7 comentários
Página 1 de 1   
ordenar por:
mais votados ▼
opinando a propósito
Zé Cravinho (seguir utilizador), 2 pontos , 9:48 | Terça, 6 de Julho de 2010
A propósito de patriotismo,eu,um simples operário emigrante na Holanda desde 1964 e já velhote(86anos),expresso aqui a minha revolta contra o facto de me ter sido retirada a nacionalidade portuguesa por ter obtido a nacionalidade holandesa,atitude que tomei para assegurar a minha permanência aqui,dado que vim
p'rà Holanda já com 40 anos de idade.Esta medida dos patrioteiros
filhos da pata que os amassou em má hora,foi baseada num Decreto
Lei de 1972,ano em que adquiri a nacionalidade holandesa.E em
consequência dêste Decreto/Lei roubaram-me a pequena Pensão de
reforma da Caixa Geral de Aposentações,a que eu me julgo com direito.Eu só vendi a minha fôrça de trabalho ao estrangeiro,não vendi a minha alma que continua portuguesa até morrer.
Por exemplo,a Turquia e Marrocos,não retiram a nacionalidade aos
seus cidadãos,ainda que êles adquiram a nacionalidade de outros Países.E os partidários da União Europeia,da Federação Europeia, do Liberalismo Económico sem Fronteiras,cínicos,com populismo e
demagogia,falam em Cidadania Europeia.E quanto às Privatizações
das Emprêsas Públicas,essa pecha liberal não tem nada de
patriótica,pois o Liberalismo económico não tem Pátria.Os Correios
holandeses que agora tem o nome de TNT,pretendem dentro de três anos,reduzir 10 mil postos de trabalho e empregar gente em «part time«por menos de metade do salário.Tudo isto é determinado em Bruxelas,onde as Bruxaselas e os Lobbyshomens fazem as suas
Bruxarias.
Negócio da China,...
Hiropito (seguir utilizador), 1 ponto , 23:27 | Quinta, 1 de Julho de 2010
... ou pelo menos é chinês, pois ninguém compreende nada do que se passa!!!
Realidades
caprylm56 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:49 | Sábado, 3 de Julho de 2010
É que muitas empresas chave da economia nacional outrora Portuguesas, hoje estão nas mãos dos capitais estrangeiros.
Mas o nacionalismo patriótico dos nossos governantes deixa muito a desejar.
Mas a RTP e a TAP essas não as vendem? até que ninguém as quer comprar porque dão prejuízo atrás de prejuízo
A Europa está em declínio a começar pela Igreja
bluelizard (seguir utilizador), 1 ponto , 11:50 | Terça, 20 de Julho de 2010
Ora vejam, o que já nem novidade é:
Obra de jornalista italiano revela os esquemas corruptos que se escondem sob a gestão financeira da Santa Sé

Num cruzamento, perto de uma auto-estrada, do cantão suíço de Ticino, uma camponesa idosa guardava na sua cave duas malas Samsonite cheias de papéis arrumados em pastas de cartolina amarela. Durante quase trinta anos, recebeu aquelas pastas, sem nunca saber que o que guardava eram documentos que abriam a porta para um dos segredos mais bem guardados do mundo: as finanças do Vaticano.

No Verão de 2008, coube a um jornalista italiano da revista Panorama, Gianluigi Nuzzi, ir buscar estas malas que continham o arquivo secreto de monsenhor Renato Dardozzi, que, entre 1974 e o final da década de 90, foi uma das figuras mais importantes do Instituto das Obras Religiosas (IOR), o banco do Vaticano. Dardozzi, falecido em 2003, manifestou no seu testamento a vontade de tornar públicos estes documentos. Foi a partir deles que o jornalista escreveu o livro Vaticano S. A., que veio agora apresentar a Portugal.

Esta obra, frisa Gianluigi Nuzzi, "não é mais um livro de teorias da conspiração mas o resultado de uma investigação de dois anos, em que todos têm nomes e tudo o que é dito é baseado em provas e não em fantasias".

A Igreja, decididamente não tem imenda...
bluelizard (seguir utilizador), 1 ponto , 11:51 | Terça, 20 de Julho de 2010
Na sala de um hotel de Lisboa, o jornalista lembra os meses passados numa sala "pequena, abafada, sem ar condicionado nem casa de banho", a percorrer "um labirinto de cerca de cinco mil documentos que reconstroem, a partir do interior do Vaticano, acontecimentos financeiros duvidosos, ligações inquietantes à Mafia, a Giulio Andreotti (dirigente da Democracia Cristã italiana) ou ao sindicato polaco Solidariedade.

Monsenhor Renato Dardozzi tinha acesso aos círculos mais restritos e fechados da Santa Sé, às saletas de "portas duplas, onde se edificavam operações financeiras arrojadas, onde se abafavam escândalos, ou se afastavam pessoas", explica Nuzzi. Os documentos que Dardozzi guardou provam que "o Vaticano funciona como uma offshore. Para lá da Colunata de São Pedro e sob a capa de obras de bem, cometem-se crimes financeiros e não só".

Este livro dá conta dos acontecimentos que se seguiram aos escândalos do banco Ambrosiano e da Banca Privata Italiana, bem como às mortes misteriosas das figuras de proa dessas instituições Michele Sindona e Roberto Calvi, ou ainda a de Albino Luciani (Papa por 33 dias). Pois, como explica Nuzzi, estes escândalos não impediram que o Vaticano prosseguisse com "manipulações políticas, subornos, pagamentos a políticos corruptos e elementos da Mafia, burlas e até mesmo um elaborado sistema de lavagem de dinheiros, só possível porque o Vaticano é um Estado com leis e um estatuto próprios. É um mundo inexpugnável em pleno coração da Europa".
Depois Saramago é que era Herege
bluelizard (seguir utilizador), 1 ponto , 11:54 | Terça, 20 de Julho de 2010
Em Vaticano S. A., pessoas, instituições de caridade, fundações (como a Fundação Spellman, que faz a gestão dos dinheiros de Andreotti) vão entrando e saindo de cena como se de um palco de teatro se tratasse. Cruzam-se relações de poder de indivíduos e grupos interiores e exteriores à Santa Sé.

Há, porém, um que sem aparecer está omnipresente em toda a narração: Karol Wojtyla, o Papa João Paulo II. O jornalista reconhece que " Wojtyla era apenas a cúpula de uma gigantesca engrenagem que ele não controlava. Até porque no Vaticano "a verdade nunca é só uma", afirma Gianluigi Nuzzi.
"Quem quiser, que a compre..."
simonal (seguir utilizador), 1 ponto , 16:53 | Domingo, 1 de Agosto de 2010
Sinceramente , meu caro, o seu comentario faz-me lembrar uns tempos, em que me envolvi numa redação dum diario e ouvia os "veteranos" afirmarem ao chefe que iam rentabilizar... a noticia para terem que fazer a semana toda...
Falar do negocio da Pt , é ir ao encontro duma manobra de "sorte" deste Governo que arriscou e ganhou, dando aos acionistas uma nova faceta de ganharem mais algum.
Todos se lembraram (?) de quanto valia a VIVO hà 3 anos , e recordaram as demarches da PT para valorizar a empresa e inovar o Mercado Movel no Brasil.Todos se recordaram a influencia que a PT teve para crescer e os seus acionistas a verem e ganhar com as suas acções a valorizarem.Pelos vistos , quando não interessa, o Portugues, desenvolveu uma faceta muito femenina desta sociedade - Isto agora não interessa nada- e bola para a frente.
parece-me que aos olhos do Povo Portugues ,que o Governo arriscou e ganhou, saindo por cima duma armadilha que lhe teriam colocado , quando utilizou a "golden Share"; isso perecebe-se pela ausencia das criticas sobre a forma como a CEE do Sr. Barroso, procedeu e censurou a atitude nacionalista do Estado Portugues.
Já agora parece-me que daqui a uns anitos a OI , poderá ser bem maior que a VIVO , porque o mercado ( clientes) é muito maior e assim podem desenvolver uma estrategia mais valorizativa.
  Até poderá vir a matar a VIVo com o seu crescimento, e se isso acontecer quem , falará deste assunto e da posição do Pt / Governo / Socrates/ Lula/ OI. Cpts.
7 comentários
Página 1 de 1   
PUB
 
Grupo ImpresaACAP