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32.º Citemor, em Montemor-o-Velho

A mulher da lágrima

A peça La Mujer de la Lágrima, de Elena Córdoba, estreia hoje, 5. Mas ainda há muito que ver e ouvir nesta 32.ª edição do CITEMOR, que termina a 14

Francisca Cunha Rêgo
13:17 Sexta, 20 de Agosto de 2010
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La Mujer de da Lágrima
La Mujer de da Lágrima
DR

"La mujer de la lágrima é fruto do encontro que eu e Sylvia Calle tivemos com as colecções anatómicas em França. É um estudo poético sobre as representações do corpo anatomizado; corpos vivos que nos convidam a olhar o seu interior. La mujer de la lágrima é, também, um conto anatómico construído em forma de diálogo entre o corpo e a imagem. Um conto melancólico que nos fala da nossa frágil carnalidade. O título desta peça deve-se a uma escultura de cera anatómica do séc. XVIII que filmámos no Museu do Homem de Paris. Este modelo representa uma mulher a que falta metade da cara e que chora com o seu único olho". Palavras da criadora, bailarina e coreógrafa espanhola Elena Córdoba que apresenta a peça hoje, quinta-feira, 5, às 22 e 30, em estreia nacional, no Teatro Esther de Carvalho, em Montemor-o-Velho. Da bailarina podem esperar-se também as performances: Todo lo que se mueve está vivo e Expulsadas del Paraíso, dias 12 e 13 de agosto, às 22 e 30, no Espaço Mota-Engil. Até ao fim do festival, a 14, pode também ver-se a instalação de vídeo Museos del Silencio, patente na Galeria Municipal, de quinta a domingo, de 5 a 14 de agosto. O trabalho foi desenvolvido com a realizadora Sylvia Calle em vários museus anatómicos (de Paris, Lyon, Arras, Nápoles e Coimbra) que deram origem a Piezas Macabras, Piezas Móviles e Piezas Vivas. Fernando Renjifo é o outro criador espanhol presente no Citemor. Irá apresentar a trilogia El Exilio y el Reino, com as peças El lugar y la palabra. Conversación Interferida. Beirut, Impromptus e Tiempos como Espacios, com diversos formatos e temáticas desenvolvidas em geografias tão diferentes como Niamey, Rio de Janeiro ou mesmo Montemor - dias 6 e 7, na Sala B. Os espetáculos serão em árabe, francês e inglês, legendados em português.
Francisco Camacho e Bruno de Almeida apresentam, em antestreia, Nova Criação 2010, a 8 de agosto no Teatro Esther de Carvalho. Explorar as diferentes potencialidades da presença na imagem e no palco foi um dos principais objetivos deste trabalho. Na Praça da República, a 14 de agosto, pode ver e ouvir-se Arroz Negro remix, o espetáculo de manipulação áudio e vídeo em tempo real de Tiago Pereira, feito a partir do filme homónimo de José Madeira.
O Citemor termina em festa com um concerto, de entrada liver, na Praça da República, às 23, com música de Jorge Cruz (voz e guitarra), B Fachada (viola braguesa e voz), Bernardo Barata (baixo e voz), João Gil (teclados) e Jorge Pinheiro (bateria).

 

 

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