Um Governo que investiga os beneficiários dos apoios sociais e cobra 6,5% de impostos à banca não tem moral para homilias
12:09 Quinta, 26 de Agosto de 2010
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O país está cheio de problemas. Não vale a pena repisar números, do desemprego à dívida, para não agravar a malaise de quem acabou as férias. Nem vale a pena José Sócrates querer escamotear a realidade, mesmo quando se compreende que o primeiro-ministro tem de dosear o discurso com alguns laivos de otimismo. Não se pode é esconder que estamos a pisar terreno cada vez mais minado por uma crise política instalada desde as últimas eleições, crise essa que o Governo teima em escamotear, agindo como se continuasse a dispor de uma maioria absoluta e não tivesse que negociar as suas propostas. Ou em termos estáveis, com um acordo interpartidário, ou através de entendimentos pontuais para matérias estruturantes. Não pode é fazer de conta que o último sufrágio não mudou nada e que o Governo tem caminho aberto para o quero, posso e mando do mandato anterior.
Ora acontece que se entrou naquela delicada fase política da construção do novo Orçamento e José Sócrates tem um sarilho muito grande para resolver: precisa desesperadamente de receitas. E precisa desesperadamente de receitas porque a despesa está descontrolada, como foi revelado a semana passada quando se soube que a despesa corrente primária do Estado subiu 5,7% até julho. Isto significa que apesar do agravamento dos impostos sobre as pessoas e os bens de consumo, o Governo se mostra incapaz de travar os gastos públicos, demonstrando assim uma inoperância preocupante face à crise económica instalada no País. Perante isto, o que faz o primeiro-ministro e a sua equipa? Elabora um plano, negoceia acordos e procura mobilizar os portugueses para o concretizar? Não. O que o Governo PS se prepara para fazer é aumentar, mais uma vez, os impostos aos portugueses, tornando ainda mais difícil a vida daqueles que cumprem as suas obrigações fiscais. Tenciona fazê-lo de forma encapotada, através do fim das deduções fiscais na saúde e na educação, não sem antes derramar a habitual lágrima demagógica sobre os pobres, enquanto dá mais uma cacetada na classe média já espremida até ao tutano e cada vez mais proletarizada. Um Governo que investiga os beneficiários dos apoios sociais e cobra 6,5% de impostos à banca não tem moral para homilias.
É tudo isto que o primeiro-ministro quer esconder quando resolve inventar "factóides" políticos. Para distrair os cidadãos de um Orçamento recheado de más notícias nada melhor do que fabricar guerras de alecrim e manjerona, como seja a da revisão constitucional. É só disto que se trata, ainda que o pretexto lhe tenha sido amavelmente oferecido de bandeja por um PSD inebriado por sondagens ilusórias. Agora Sócrates vai explorar a coisa até ao limite da náusea, porque cada vez menos lhe interessa falar do que realmente conta: de soluções para o País... se é que tem alguma.
Ainda há dois dias se soube que uma das famigeradas agências de rating põe em dúvida que Portugal consiga atingir o défice para este ano. Se a dúvida se concretizar tempos (ainda) mais difíceis virão. E, já agora, o que faz Cavaco? Limita-se a ficar parado à espera da re-eleição?
Eu,um simples operário emigrante na Holanda desde 1964 e já velhote(86anos(confesso que não entendo nada de Economia e de
Finanças,mas apropósito das dívidas do Estado,eu gostaria de ver aqui estampado qual o custo diário da manutenção dos Militares portugueses em serviço no Estrangeiro,defendendo interesses que
não são os interesses de Portugal mas sim da Horda criminosa da NATO da qual,é Capitão-Mor,o Tio Sam mafioso e flibusteiro.
Aquilo que acaba de publicar é tão e somente aquilo que tenho escrito em variados Artigos e pasme-se... as críticas têm sido ferozes pela negativa e vindas de pessoas que nada contribuem para que esta situação se altere -bem pelo contrário - e chego a pensar que os interesses escondidos fazem com que algumas pessoas que aqui escrevem TALVEZ estejam a solde de alguém.
O seu comentário podia vir acompanhado de números mas seria uma perda enorme de tempo pois todos - os esclarecidos - têm conhecimentos deles. Que fazer ? Pessoalmente entendo que em qualquer País Civilizado, o Governo teria já Pedido a sua Demissão; noutros Países, por muito menos, assisti a Demissões que somente provam a existência da Democracia e não uma
Democracia-Ditatorial ou seja aquilo que temos aqui neste nosso Cantinho.
Como sabe, ontem Portugal entrou no Clube dos 10 sou seja os Países que estão em RISCO DE BANCA ROTA. E perante factos como este e outros ainda perdemos tempo com assuntos de Segundo Plano para Desviar Atenções ?.
Concordando com aquilo que diz; a desigualdade é de tal forma praticada por este e outros Governos que chega a ser Vergonhoso.
Resolver o Problema ? Cabe ao Senhor PR mas este não tendo a Coragem que devia ter e saber utilizar as Armas - poucas - que possui porque ainda pode salvar Portugal. Cada dia que passa o Agravamento Económico/Político/Social agrava-se quando termina ?
De forma rápida e clara. A despesa do governo subiu 5,7% até Julho.
Factóides: saúde, educação e apoios sociais comportam 80 % desta verba, logo são responsáveis por 4,56% da subida da despesa.
Falta encontrar então justificação para os outros 1,14% !!!
O que faz Cavaco? pergunta... e bem porque o senhor como político... como primeiro ministro, como Presidente da República anda há quase 25 anos no poder e pondera muito, decide pouco e não ajuda em nada o país. É um "factóide" verdadeiro.