Devemos lutar para mudar as políticas e evitar que a União se desagregue e arraste consigo o Ocidente. Seria uma targédia para o mundo
4:34 Quinta, 15 de Julho de 2010
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A União Europeia a que Portugal pertence, de pleno direito, há 25 anos está a passar momentos muito difíceis. Não tem, apesar do Tratado de Lisboa, um comando único. Pelo contrário, com o novo presidente, Van Rompuy, e com uma diplomata inglesa, Catherine Ashton, que se está a ocupar da diplomacia da União, para além da Comissão Europeia, presidida por Durão Barroso, e da Bélgica que assume, nos próximos seis meses, a chamada presidência rotativa, que passou, no fim de junho, de Rodriguez Zapatero para Yves Leterme, a confusão tornou-se ainda maior.
Para além dos grandes Estados o motor franco-alemão e outros como o Reino Unido, a Itália, talvez a Espanha e a Polónia, não se entenderem quanto às medidas a tomar, concertadamente, para vencer e superar a crise. Agora, sim, se pode dizer, como Kissinger, quando era secretário de Estado norte-americano, que "não tinha um telefone seguro para ligar quando quisesse comunicar qualquer coisa de importante à Europa"...
A verdade é que os 27 Estados que constituem a União não se entendem nem os 16 do euro quanto à definição de uma estratégia concertada e convergente para atacar a crise. Há muito egoísmo nacionalista a perfilar-se. O Banco Central Europeu (BCE), presidido por Jean-Claude Trichet, um francês muito pró-alemão, que reside em Frankfurt, sede do Banco, emite medidas de restrição muito severas para reduzir os défices e os endividamentos externos, públicos e privados. Mas descura as pessoas, o desemprego crescente, a pobreza, a exclusão social e as desigualdades que se cavam, cada vez mais, entre pobres e ricos.
Ao contrário das indicações que tem vindo a defender o presidente do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn, um francês que vive na América e considera (agora) que as receitas neoliberais só podem agravar a depressão dos países que as seguem.
A chanceler alemã, Angela Merkel, que se revelou menos perspicaz do que parecia, não se entende nem alinha com o Presidente Sarkozy que, no seu país, está no mais baixo índice de popularidade que jamais um presidente francês atingiu, desde De Gaulle. A Itália de Berlusconi começa a revelar grandes ruturas sociais e políticas e a popularidade do primeiro-ministro baixa também todos os dias. A Espanha teve agora um balão de oxigénio com a vitória como campeã mundial de futebol. Mas as dificuldades, económicas e políticas, entre as periferias e o Centro Castela só tendem a agravar-se. O Reino Unido está a viver a maior crise económica, financeira e política desde a última Guerra Mundial. Para não falar da Irlanda, da própria Bélgica ou de alguns países do Leste...
Os europeus que se prezam de ser europeístas têm que reagir, a nível nacional e europeu. A União Europeia é o mais interessante e original projeto de paz e de bem-estar social que se conhece. Não podemos deixar que a crise o destrua.
E esse é o grande risco. Somos os primeiros interessados, como europeístas confessos. Por isso, devemos impor-nos e lutar para mudar as políticas e evitar que a União se desagregue e arraste consigo o Ocidente. Seria uma tragédia para o mundo.
Parece-me incrível ninguém ver, ou melhor, querer ver que esta crise económica deve-se essencialmente à globalização.
Porquê pagar 20 EUR à hora se é possível pagar essa mesma quantia ao mês, para realizar um mesmo trabalho?
Os empresários estão a mudar as suas empresas para a Ásia, à procura de mão-de-obra barata e com isso aumentarem os seus lucros, o que é uma solução lógica para quem quer mais dinheiro.
Obviamente isto tem um custo. Fecho das empresas um pouco por todo o lado.
O problema ainda é maior, porque se há uns anos atrás podíamos dizer que na Europa ficava com o conhecimento, hoje em dia já não é verdade. Nas escolas Europeias vemos os alunos desinteressados em aprender enquanto nas escolas asiáticas os alunos lutam por serem o melhor da classe e assim sonhar com um futuro melhor. Em breve haverá mais profissionais qualificados na Ásia do que na Europa, e estou a falar em percentagem, porque em números absolutos já é uma certeza.
A Europa, e quem diz a Europa diz E.U.A , terá de voltar a colocar impostos nos artigos vindos de países subdesenvolvidos e alterar drasticamente a sua política de ensino....ou então tentar competir com eles, e neste caso é seguir o que o Dr. Passos Coelho sugere, que não é mais do que tirar direitos aos trabalhadores e coloca-los em pé de igualdade com os trabalhadores Asiáticos.
Posto isto parece-me que só há uma solução, retirar direitos aos trabalhadores, porque os empresários são os que realmente orientam a nossa sociedade
«Doutor, que é isso? Não me lembro de o ver tão desmoralizado?»
— Pois, Subiu-se muito alto! Quando se sobe muito alto e já não dá para escalar mais, Torna-se dificílimo a imobilização, suportar algo, tam volumoso lá em cima sem cair!
Eu só antevejo como solução uma descida calma e concertada. Mas quem estará à altura dessa condução?
— Senhores passageiros, O combustível escasseia! O comboio não pode continuar inteiro, As últimas carruagens vão ter de ficar para trás! Seguirá o comboio só com as carruagens da frente? Ou será melhor separarem-se também as carruagens dianteiras e cada um empurrar a sua?
A cagança europeia de modelo do mundo está a chegar ao fim. Como sempre, um corpo, por mais belo que o seja, sem um bom sistema imunológico, é presa dos vírus, parasitas.
A Europa fede de teorias parasitárias levadas à prática, e que absorvem tudo.
Ainda assim, o que circula melhor, e cresce mais pelos 27 é a criminalidade, que se alimenta e explora até como grande meio de emprego.
É difícil alguém, que não do núcleo dos privilegiados, sentir-se europeísta, quando à nossa volta tudo se desmorona. Uma caneca de cerveja ou um copo de vinho, podem ser muito bons, mas expostos à livre caldeação de mistelas, perdem todas as suas características num instante!
Lutar como? Ir para a rua gritar?
Cá se fazem cá se pagam!
Com a necessidade de se controlarem as contas publicas dos paises da zona euro, esta crise, cujo fim vem longe, servirá também para transferir mais soberania dos paises para Bruxelas.
Este sr. que nunca tive em grande consideração , parece que já se esqueceu o que devia ter feito quando desgovernou o país para se governar. São tantas as cambalhotas que eta criatura deu , que se trornou o responsável por 80 % do atraso a que estamos votados . Mas sempre na mira da promossão pessoal e do interesse dele e da família.Já tinha esta opinião mas depois de ler o livro que ele, Soares mandou comprar todos os exemplares do mercado e mecher os cordelinhos para não ser mais editado , escrito pelo seu grande amigo RUI MATEUS, "Contos Proibidos" Retrato mais fiel de uma personagem sínica , que se tem servido da Pátria , que ele outrora renegou , ao rasgar a Bandeira Nacional ,nada fica a dever ao desertor do pateta alegre. Comprem , se encontrarem, e leiam essa obra prima da biografia dessa exacrável criatura.