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À descoberta da Amazónia

Mário Ferreira, o homem que já explora o Douro com navios-cruzeiro quer agora "exportar" o negócio e ser pioneiro na introdução de turismo fluvial no percurso Manaus-Iquitos

Cesaltina Pinto
12:39 Sexta, 9 de Abril de 2010
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É uma experiência única. Desbravar dois mil quilómetros de rio na Grande Amazónia fica na história de qualquer um. Sobretudo quando se está a falar de uma parte do rio ainda não explorado comercialmente, como é o caso. De Manaus, Brasil, a Iquitos, no Peru, com uma breve passagem pelas zonas de fronteira da Colômbia, numa semana. Do Rio Negro, em Manaus, sobe-se pelo Rio Solimões, de águas amarelas, até praticamente onde tudo começa, no Perú, onde cerca de 160 rios que nascem nos Andes se juntam, começando a formar o Amazonas. E então, quase tudo pode acontecer: uma arara que nos pousa no braço, um macaco que nos olha do cimo de uma árvore, um jantar de pirarucu, uma pesca de piranha, um rappel ao topo de uma árvore mais velha que o tempo, um tucano que nos vigia, um bicho preguiça que nos enternece, uma anaconda que se agarra com raiva ou até uma onça domesticada que se afaga com medo. E o rio Amazonas sempre a inundar-nos os olhos de tão imenso. A natureza explode-nos em cada passo.

Foram estes instantes que o empresário Mário Ferreira, da Douro Azul, registou e que mostra neste portfólio fotográfico realizado especialmente para a VISÃO, que o acompanhou nesta aventura. O homem que já explora o Douro com navios-cruzeiro quer agora "exportar" o negócio e ser pioneiro na introdução de turismo fluvial no percurso Manaus-Iquitos. O primeiro navio-hotel, para viagens de uma semana, deverá estar a navegar em 2012. Até lá, Mário Ferreira, (e a equipa de jornalistas com que se fez acompanhar), teve de vencer caminho através de vários meios de transporte: avioneta, hidroavião, piroga, barquito a motor, lancha rápida e até triciclo motorizado. Se não é muito aventureiro, e se acha que é demasiado esperar até 2012 pelo conforto que pode ter, vá picando a imaginação viajando através destas fotos. 

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Navegar por turismo entre Iquitos e Manaus?
solula31 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:16 | Sexta, 9 de Abril de 2010
Rica ideia. Quase pioneira, porque se pode fazer a viagem em barcos que transportam passageiros e carga. Conhece o promotor bem o Perú, na zona amazónica? Um conselho de uma portuguesa a viver no Perú: pois contrate primeiro um pequeno exército muito bem armado. Os barcos turísticos que já existem percorrendo diversos troços do Amazonas e/ou afluentes são assaltados por "piratas" com excessiva frequência. E de que maneira! Não é exactemente o Douro, mais similar ao Far-West. E olvide a polícia peruana!
    Re: Navegar por turismo entre Iquitos e Manaus?   
amazoniamf (seguir utilizador), 1 ponto , 19:34 | Domingo, 11 de Abril de 2010
Pequeno esquecimento
solula31 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:21 | Sexta, 9 de Abril de 2010
Já há um português trabalhando numa empresa que explora os tais percursos turísticos fluviais amazónicos.
    Re: Pequeno esquecimento   
amazoniamf (seguir utilizador), 1 ponto , 19:40 | Domingo, 11 de Abril de 2010
Quem avisa...se calhar sabe um pouco mais!
solula31 (seguir utilizador), 1 ponto , 1:03 | Segunda, 12 de Abril de 2010
Parece-me que estou a responder ao promotor. Pus piratas entre aspas. deveria ter escrito malfeitores ou bandidos. E quem lhe disse que não havia, decerto vive fora da realidade. E a própria polícia peruana, que já inventou que se assassinavam pessoas afim de lhes extrair a gordura e prendeu uma banda (nome local para malfeitores) para justificar serviço, no fundo, quando tentam reagir não têm meios: barcos, armas, simples rádios. Mas desejo-lhe muita sorte, de verdade. Apenas um conselho: acabe em Iquitos. Porque se os turistas começam por Iquitos e pela "Veneza" do Perú, fogem assustados. Último conselho: arranje um sócio peruano de idoneidade reconhecida. E pergunte ao Chef Gastón Acúrio (conhecido internacionalmente, encontra-o com a maior facilidade) se gostou de um dos tais "pequenos" assaltos da dita "pequena criminalidade". E como era o barco em que viajava. E que apanhou a polícia peruana sabendo-se que Gastón é muito mais popular e importante que o próprio Presidente da República. E olvide também a representação nacional!
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