Entrevista

À conversa com a banda Deolinda

O repórter João Silva, 13 anos, venceu a timidez, e entrevistou o seu grupo musical preferido. Vê alguns vídeos da banda e parte da entrevista

Vânia Fonseca Maia
17:12 Segunda, 2 de Janeiro de 2012
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"Estava um bocado nervoso, mas consegui fazer todas as perguntas que queria", conta João Silva. O repórter viajou de Tomar até Lisboa para conhecer os elementos da banda Deolinda. A conversa foi tão animada e descontraída que algumas questões surgiram de improviso. Por momentos, João também se sentiu no papel de entrevistado, já que os Deolinda quiseram saber algumas coisas sobre ele. Descobriram que tem o sonho de ser ator, e aproveitaram para lhe dar conselhos: "Se te enganares em cima do palco, finge que o erro já estava planeado", disse-lhe Ana Bacalhau, a vocalista do grupo. Pedro da Silva Martins (guitarrista) acrescentou que o melhor a fazer quando há um engano é... Sorrir.

João Silva adorou saber as histórias insólitas que aconteceram nos bastidores do grupo, e também perguntou como é ter uma banda em que todos os elementos são familiares.

Na edição de Janeiro da VISÃO Júnior podes ler as respostas a estas e outras perguntas. Aqui, deixamos-te apenas uma parte da conversa com Ana Bacalhau (vocalista), Pedro da Silva Martins (compositor, guitarrista), Luís José Martins (guitarra) e José Pedro Leitão (contrabaixo).

Não percas a reportagem integral com os Deolinda na edição de janeiro da VISÃO Júnior!

Qual é a vossa fonte de inspiração?

Pedro: A inspiração é aquilo que vamos vivendo... Aquilo que ouvimos, as histórias que nos vão contando...

Luís: Os dois discos da Deolinda também são uma fonte de inspiração para nós. O trabalho que já fizemos dá-nos coordenadas para o futuro.

Quais são os temas que mais gostam de cantar?

Ana: Vai variando com o tempo, a nossa disposição, se estamos mais alegres, ou melancólicos... Eu gosto de cantar todos. Claro que, às vezes, nem é gostar mais, mas estou mais inspirada a cantar uns temas que outros.

Conseguem dizer qual foi a música que mais gostaram de compor?

Pedro: É difícil escolher. Quando fazemos uma canção estamos muito envolvidos e queremos fazer o melhor. Se calhar, cada um de nós gosta mais de músicas diferentes. Eu gosto muito da Canção ao Lado e da Sem Noção, são músicas que me deram muito gozo escrever.

Recentemente, deram concertos nos Estados Unidos da América (EUA). Como é que a vossa música foi recebida?

Ana: Foi muito bem recebida, apesar de a maior parte das pessoas não perceberem o que estamos a dizer por não entenderem português. Ainda te deves lembrar da altura em que não percebias inglês, mas gostavas de grupos estrangeiros. A música é uma linguagem universal.

Nos EUA valoriza-se muito a música, mas também o espetáculo em si, a forma como a banda está em palco. Eles gostaram muito da forma como interagimos com o público. Foi uma experiência muito boa e pretendemos lá voltar.

Em que outros países já tocaram?

Zé Pedro: Já tocámos em 20 e tal países... Fora da Europa tocámos nos EUA, Canadá, Marrocos,

África do Sul e Índia. Para o ano vamos a Macau, e gostávamos muito de ir ao Brasil.

Onde vão estar nos próximos meses?

Ana: Vamos começar o ano em França, depois vamos ao Luxemburgo, Inglaterra, e à ilha da Córsega, no Mar Mediterrâneo.

 

A vida da Deolinda

A banda existe há cinco anos, e já lançou dois discos: Canção ao Lado (2008) e Dois selos e um carimbo (2010). O ano passado encheram os coliseus de Lisboa e do Porto. Nesses concertos, agora lançados em DVD, estrearam a música Parva Que Sou, uma canção que se tornou muito popular por falar dos problemas que afetam os jovens durante a crise económica que o país atravessa.

Palavras-chave  música, Deolinda, Música portuguesa
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