Somos todos e tão-só Portugal, na riqueza da nossa diversidade e na reciprocidade do nosso afecto
Mário Soares
3:46 Quinta, 25 de Fevereiro de 2010
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As inundações que ocorreram na Madeira, numa dimensão nunca vista, e com impressionantes resultados (à hora que escrevo, 42 mortos, 250 desaparecidos, 70 hospitalizados, quedas de pontes, destruição de estradas, ruas e casas), causaram em todos os portugueses, sem excepção, uma profundíssima consternação, tanto no Continente como nas Regiões Autónomas, e um genuíno impulso de solidariedade nacional. Não houve "cubanos", como antigamente, alguns, chegaram a rotular os seus irmãos continentais. Felizmente!
A Madeira sofreu uma catástrofe natural terrível, talvez relacionada com os desequilíbrios que têm vindo a manifestar-se, em todos os continentes neste nosso planeta, ameaçado pela falta de bom senso do ser humano. A verdade é que a Ciência deu aos homens um enorme poderio, capaz de destruir os equilíbrios da natureza e o próprio planeta. Nunca houve, que saibamos, tantas e tão graves catástrofes ditas naturais. Tremores de terra, tsunamis, erupções vulcânicas, inundações, calores excessivos, ventos ciclópicos, escassez de água potável, presumivelmente provocados pelas alterações climáticas.
Seja como for, o nosso dever de portugueses, neste momento tão grave da sua história, consiste em ajudar a Madeira manifestando-lhe a nossa total solidariedade, com palavras e, sobretudo, com actos. Foi o que fez, sem perda de tempo, o primeiro-ministro. Na verdade, nunca se sentiu naquela ilha, que é um verdadeiro paraíso natural e turístico, uma catástrofe tão grande e que deixasse atrás de si um tão enorme rasto de mortes, sofrimentos e destruições. Como disse Alberto João Jardim, com a voz embargada: "É preciso sepultar os mortos e cuidar dos vivos", lembrando o Marquês de Pombal, quando do terramoto de Lisboa, em 1755. Claro que não há, felizmente, comparação possível. Na Madeira ocorreu uma catástrofe muito menor. Mas, mesmo assim, de enorme dimensão à sua escala. Daí que Portugal inteiro deva agora voltar-se para a Madeira e ajudá-la, quanto puder e sem limitações.
O Presidente da República manifestou a sua preocupação. O primeiro-ministro e o ministro da Administração Interna voaram para a Madeira no próprio dia e prometeram pôr militares, bombeiros, médicos, enfermeiros e técnicos diversos do Continente à disposição das autoridades da Região. Alguns já estão a actuar no terreno. Cumpriram em tempo recorde - e bem - o que deles se esperava.
Algumas vozes da Oposição Regional ergueram-se para denunciar erros da ordenação do território e de construções em áreas por onde correm linhas de água na baixa do Funchal. Não creio que seja o momento para fazer recriminações. Agora é, essencialmente, o momento de ajudar. Para que não surjam ressentimentos, com discussões, quando se impõe apenas e tão-só a solidariedade entre irmãos da mesma Pátria.
A reconstrução das estradas, das pontes, do leito das ribeiras, das casas e das lojas inundadas de lama vai levar tempo e custar muito dinheiro. Mas tem que se arranjar. Não duvido. O Governo Regional da Madeira solicitou auxílio ao Governo Central e a Bruxelas. Tudo deve ser feito para lho dar - e levar a União Europeia, através do Fundo Especial para catástrofes, a fornecê-lo, igualmente.
A reconstrução das zonas baixas do Funchal, da Ribeira Grande, do Curral das Freiras e dos restantes pontos mais atingidos vai levar tempo, como disse. Não é, seguramente, uma tarefa fácil de conseguir. Na altura própria devemos, então sim, aprender com os erros urbanísticos, se é que os houve, e não os cometer agora. Mas sem recriminações quanto ao passado, que são de todo inúteis e desnecessárias. E se as houvesse, distrair-nos-iam do essencial: a oportunidade que nos oferece este infelicíssimo acontecimento para aproximar mais os portugueses do Continente e das Regiões Autónomas. Somos todos e tão-só Portugal, na riqueza da nossa diversidade e na reciprocidade do nosso afecto.
Muito bem, doutor Mário Soares! Eu até cheguei aqui seduzido e predisposto a pegar na reciprocidade do’s nosso’s afecto’s, que como bem sabe, os afectos são um tremendo problema em Portugal, (sorriso). Olhe um bom tema para o doutor se debruçar. Mas ao deparar com a maturidade do artigo, resta-me confessar a minha predisposição ao pecado e elogiá-lo, excepto nessa menção aos ‘cubanos’, nesta alturas nem as cicatrizes se devem mostrar.
Um abraço muito grande a todos, principalmente àqueles que construíram e perderam suas casas e vidas em zonas de risco, na maioria dos casos por necessidade, noutras por um grande amor à Natureza.
Que pena o seu comentário gtgv. Será que conhece bem os seus irmãos do Continente? Estou certo que o Dr. Mário Soares escreveu com a grandeza de alma que sempre caracterizaram as sua atitudes de Presidente da República. Acredite gtgv que aqui no Continente a vontade é de ajudar os nossos compatriotas e irmãos da Madeira a ultrapassar esta tragédia. Mesmo que muitas vezes sejamos insultados pelo vosso Presidente do Governo Regional, é sem qualquer reserva que estamos do vosso lado. Por mim já contribui com o que me foi possível enviar. Em breve, e como forma de também ajudar irei visitar novamente a Madeira para com esse pequeno contributo poder ajudar a vossa economia. Madeirenses, envio-vos um abraço solidário e desejo-vos força para os tempos que aí vêem.
Ano da graça de nosso senhor, 2010.
A Madeira sofreu uma catástrofe natural ? O Presidente da República manifestou a sua preocupação! O primeiro-ministro e o ministro da Administração Interna voaram para a Madeira ! Alberto João Jardim, com a voz embargada disse : "É preciso sepultar os mortos e cuidar dos vivos". Algumas vozes da Oposição Regional ergueram-se para denunciar erros da ordenação do território e de construções em áreas por onde correm linhas de água na baixa do Funchal.
Alberto João diz ir reconstruir tudo da mesma forma, tal e qual estava:
Ano da graça de nosso senhor, 2027:
A Madeira sofreu uma catástrofe natural ?
Mário Soares já não está entre nós. Alberto João também não. Cavaco Silva idem, aspas, aspas. Felizmente o governo já não é o mesmo e primeiro ministro também não.
A reconstrução das zonas baixas do Funchal, da Ribeira Grande, do Curral das Freiras e dos restantes pontos mais atingidos vai levar tempo...
Pobre Povo!
Dr. Mário Soares, é a primeira vez que estou em total sintonia com a sua análise. Mais...
No que diz respeito a recriminacoes, disse e muito bem, que nao é altura para tal.
Reconstruir, verificar os erros e nao comete-los de novo.
MAS É TÍPICO DE TODOS E TAO SÓ PORTUGAL, aproveitarem-se dos desastres sejam eles naturais ou nao, para virem a terreiro os oportunistas - qual abutres - desancar no "inimigo", situacao, quanto a mim, infelizmente válida, para todos os quadrantes politicos sem excepcao.
Dizem que Deus é perfeito! -Porque há tanta imperfeicao neste mundo!??? -Ninguém o sabe! -Ainda bem!.. Os homens nao sao deuses... -Pecam muitas mais vezes!... Assim foi na MADEIRA e será em muitas outras partes do nosso UNIVERSUM.
Parabéns a Mário Soares.
Mário Soares foi sempre um senhor. Além de um Senhor, foi também, sempre, um politico discernido. Exacto com os acontecimentos e contemporizador nas grandes dificuldades.
Um dia, por ordem natural da vida, terei muitas saudades de o ouvir e ler.
O artigo quase escapa, não fosse esse sal na ferida, o querer fazer passar-se por paternalista e pacífista mas mantendo um pouco do veneno. Em abono da verdade, ao menos os políticos que cá vieram, desta vez, não elogiaram a ilha enquanto cá estiveram e elaboraram a teoria do défice democrático na curta hora e meia de voo até Lisboa, pareceram não temer exprimir as opiniões cá, ou não querer cá agradar aos de cá, mas em Lisboa.....
Parece ser um facto que os grandes homens não envelhecem. O que mais me espanta neste homem é a sua profunda e sempre presente lucidez, não obstante a sua longevidade. Sempre admirei o Dr. Mário Soartes, não só como político corajoso e esclarecido, que sempre soube estar do lado certo da história, que soube enfrentar com a mesma coragem e determinação os Totalitarismos de extrema -direita como os de extrema- esquerda, tanto o fascismo de Salazar e Caetano como o comunismo de Álvaro Cunhal. Mas o que admiro no Dr. Soares não é só o político como também e muito em especial o Humanista que ele é e sempre foi. Mas os grandes homens têm sempre muitos inimigos e detratores. É o que acontece com Mário Soares.Mas os que o criticam e insultam, através de comentários torpes e indignos, não têm capacidade intelectual para o avaliarem e lhe prestar o respeito que este homem merece pelo muito que fez por este país. Para estes energúmenos, governantes como o Dr. Mário Soares, é como dar pérolas a porcos.Não o merecem.
O comentário deste "cabrito" é bem o exemplo da falta de nível dos que atacam o Dr. Mário Soares. Não foi preciso escrever muito para se avaliar da vulgaridade e da mesquinhez das palavras que utiliza para criticar um homem da craveira do Dr. Soares. Felizmente que este tipo de gente, reles e vulgar, ainda é uma minoria em Portugal.
Este cabrito, que deve ser é um rafeiro, ou é comunista ou é um fascista.Pertencem a estas duas categorias, aparentemente antagónicas mas iguais(os extremos tocam-se), os recorrentes detratores de Mário Soares. Mas compreende-se muito bem o que faz rosnar estes sectários.É que eles não se esquecem que foi Mário Soares que os combateu e derrotou, tanto a uns como a outros.Totalitarismos em Portugal?, bastaram os 48 anos de fascismo.Trocar fascismo por comunismo seria ficar ainda pior. Só os ignorantes desconhecem que Staline foi o maior criminoso da história, responsável por mandar matar milhões de compatriotas seus.Estes imbecis, que em Portugal ainda são permeáveis à propaganda contida nas cassetes dos comunistas, deviam era ler o "Arquipélago de Goulag". Ficariam a saber o que foram os horrores dos campos de concentração da Sibéria, e saberiam assim o que é a face odiosa e odienta do comunismo e o que foram os crimes do Stalinismo.
De lamentar é que muitos destes comentadores e críticos de meia tigela, não passem de analfabetos.Além de ignorantes, são também uns pobres de espírito.Gente sem carácter e sem instrução.
Não lhe chamei nenhum dos nomes que aqui insinua portanto é além de um ditador um malcriado . E vá chamar cabrito a quem lhe pertence.
Que eu saiba não disse que era quer comunista quer fascista. Mas se o fosse teria o mesmo direito que qualquer outro cidadão de ser o que quisesse, desde que não implique com a liberdade de ninguém. Mas as suas palavras venenosas demonstram que de democrata não tem um pingo. Apenas comentei um artigo, fa-lo-ei sempre que me apetecer, e isso em democracia, se sabe o que isso é, deve ser o mais natural. Para mim que sou democrata é. Li o Arquipélago Goulague, o Carvalho e o Bezerro e o Pavilhão dos Cancerosos todos de Alexander Issaiévich Soljenítsin, em russo Александр Исаевич Солженицын. Tenho os três livros comigo muito antes do 25 de Abril pois eu leio há muitos anos, sabia? Parece-me que o ignorante aqui não sou eu.
O que nos vale é que vozes de burro não chegam aos céus. E se fosse chatear o Camões? Ou pensa que apenas as suas ideias e as suas palavras são as ideais, as correctas? Presunção e água benta...O que percebe você da vida, de politica? Veja se aprende a ser, pelo menos, educado e a respeitar as ideias e as palavras dos outros. Seja educadinho, saiba ouvir e ver, aprenda civismo, ao menos isso.
Passe bem!
Olhe o seu Mário Soares foi:
Foi primeiro-ministro de Portugal nos seguintes períodos:
I Governo Constitucional entre 1976 e 1977;
II Governo Constitucional em 1978;
IX Governo Constitucional entre 1983 e 1985.
Presidente da República entre 1986 e 1996 (1º mandato de 10 de Março de 1986 a 1991, 2º mandato de 13 de Janeiro de 1991 a 9 de Março de 1996).
Deputado ao Parlamento Europeu entre 1999 e 2004. Foi candidato a presidente do parlamento, mas perdeu a eleição para Nicole Fontaine, a quem não teve problema em chamar "dona de casa" (no sentido pejorativo do termo).
Veja, vocês são os dois iguais pois teve o desplante, Mário Soares - sabia??? - de chamar "dona de casa" pejorativamente a quem o derrotou, Nicole Fontaine. Democratas destes, como você, também, não obrigado!
E o país melhorou? em quê? conhece a história de Portugal? desde quando?
Tenha juízo, leia, aprenda a ler e a comentar apenas o que lê, nada mais.
Há cada car......!
Ó zé vai ao site [ http://www.youtube.com/wa... ] e aprende democracia a sério num país a sério e politica a sério feita por gente muita séria.
E se não fosses tão tótó o que gostarias de ser?