A liberdade de expressão há-de ter sempre um limite: a religião. É assim quando alguém diz umas verdades sobre o Corão e é assim quando alguém diz umas verdades sobre a Bíblia. Claro que Saramago não foi alvo de uma fatwa e, em princípio, não precisará de um batalhão de guarda-costas, como Rushdie. Mas a História prova-nos que a Igreja Católica evoluiu à força. Não deixou de queimar gente na fogueira por vontade própria ou por ser moralmente superior ao Islão, mas sim porque foi posta no seu lugar, quando perdeu poder com o (re)nascimento dos Estados laicos - coisa que ainda não aconteceu no mundo muçulmano. Não, não me convencem. Se a Igreja ainda tivesse uma fracção do poder que tinha há 200 anos, Saramago não se safava apenas com umas bocas imbecis a sugerirem que entregue o passaporte português.
(Sabiam que a inquisição espanhola durou até 1834? Já rolavam comboios em Inglaterra e nos EUA nessa altura...)
Vamos então à Bíblia: Saramago disse que estava cheio de episódios cruéis e cenas de carnificina. Factualmente, não mentiu e só quem não leu pode dizer o contrário. Eu li.
(Aliás, ter lido a Bíblia foi um dos mais importantes passos que dei na direcção do meu ateísmo. E estou convencido de que muitos dos que se intitulam orgulhosamente católicos só o fazem porque nunca se deram ao trabalho de a ler. Os inquéritos mostram que nove em cada dez portugueses nunca o fizeram, o que para um país com - supostamente - mais de 90% de católicos me parece pouco.)
O Velho Testamento apresenta-nos um deus odioso, macabro, que exige sacrifícios de animais a torto e a direito, que chacina multidões e primogénitos com um estalar de dedos, que se impõe pelo medo e pelo terror. E não me venham com a eterna desculpa das parábolas e das metáforas. Tretas. Com argumentos desses, é possível ver bondade até nos discursos do Hitler.
A Bíblia não é sagrada, é mundana. Uma boa parte (precisamente a parte de que os padres evitam falar) não passa de um chatíssimo manual de costumes, com descrições detalhadas sobre o modo de degolar cabras no altar e de como verter o sangue em ânforas. E não há mal nenhum nisso. Tudo foi escrito com propósitos políticos e sociais fundamentais para a época, com a religião em pano de fundo. Nada de estranhar, num tempo anterior à eclosão da ciência. De estranhar é gente inteligente e do século XXI continuar a socorrer-se desses textos para nortear a sua vida.
Mais interessante é a fé cega de tanta gente em algo escrito por homens comuns. Sim, a Bíblia foi escrita por homens como os outros, com a diferença de espalharem aos quatro ventos que deus falava com eles.
Mas alguém me explica, por favor, porque é que os que acreditam de olhos fechados nesses tipos são os mesmos que gozam com a Alexandra Solnado, quando a mulher publica um livro a relatar os seus diálogos com Jesus? Que justificação há para crer que uns falam com deus e que outros são esquizofrénicos?
A fé não é motivo para orgulhos. Ter fé no que está na Bíblia e chamar malucos aos que hoje dizem ouvir a voz de deus é ter dois pesos e duas medidas sobre assuntos exactamente iguais. E, se querem que vos diga, até preferia que acreditassem mais nas palavras da Alexandra Solnado. Pelo menos o deus dela não faz mal a ninguém.
...este tema parece que foi escolhido para o patinador começar a escorregar...
...mas ainda não comprei a bíblia. Gastei 19,48 euros no livro do José Rodrigues dos Santos o "último segredo"...e estou a ver quanto é que o governo me vai sacar em Dezembro, para depois comprar a ultima edição da biblia já com prefácio de raiz nazi!
Muito pelo contrário! Tem todos os ingredientes para prender um leitor: acção, crimes, guerras, tomadas de poder... e até sexo! Experimentem ler o Cântico dos Cânticos, que NÃO É uma metáfora sobre a união de Deus e da Igreja!
É... meu caro Luís, a Bíblia pode ser um livro bastante árido.
Eu li uma versão francesa da tradução da Bíblia (a França parece ter os melhores exegetas) e, de facto, são dezenas de páginas repletas de actos de progenitura - «e fulano engravidou sicrana que engravidou beltrano que engravidou...» - uff!
Não obstante, tomando o devido recuo com que encaro todas as religiões organizadas, como é o caso da judaico-cristã que se serve da Bíblia como livro sagrado para conduzir as massas com mentalidade de escravo, devo dizer que a Bíblia (do grego «os livros santos») é uma literatura maravilhosa.
Está repleta de histórias de personagens fantásticas com um poder imenso semelhante a algumas das proezas da tecnologia de ponta ('high-tech') com que convivemos hoje neste 'admirável mundo novo'...
Encanta-me, por exemplo, ler e reler a descrição das instruções divinas dadas a Moisés para construir a Arca da Aliança: “tinha de ser feita de uma peça só num material bom condutor de frequências eléctricas...” Ouro! – a melhor de todas as antenas para o transmissor de dados usado entre a divindade e Moisés. (a internet da época? ...)
Aliás, este Moisés é que era um ‘ganda’ chato. Sempre que a divindade pretendia que ele conduzisse o seu povo, punha-se logo a dizer – “Mas eu, com estes lábios grossos, mal sabendo falar, não vou ser capaz...” – e a divindade tranquilizava-o – “Vai, faz como te digo, no momento, estarei a teu lado.” – nos dias de hoje, um telemóvel pode ser um ‘divino’ auxiliar...
Está bem, está bem, alucinei de vez... mas estamos a falar de um livro se ‘estórias’, dito santo, não é verdade?
Encanta-me ainda, entre tantos outros, aquele diálogo entre os anjos a quem Job se dirigia simultaneamente no singular e no plural, como se fossem uma só pessoa... e a proeza de um deles vir até cá fora enfrentar as massas ululantes e, com um raio saído das suas mãos ter fulminado uns quantos sodomitas que os “queriam conhecer”... (agora a polícia usa as pistolas ‘taser’...)
Pronto, chega de alucinações. Leiam a Bíblia.
O quê!!!!, o Kizzaka a dizer para ler a Bíblia?!? ....
SIM! LEIAM A BÍBLIA, o livro mais vendido de todos os tempos. É um óptimo livro – não é só um bom livro. É por isso que acredito em anjos, mas não nos da iconografia corrompida da Igreja Católica.
Mas atenção leiam uma boa tradução da Bíblia. As melhores são as francesas. – procurem, por conseguinte, uma versão portuguesa dessas traduções.
Já agora, sabiam que a Igreja Católica adulterou o texto original? Onde, no original, está escrito «No princípio os deuses ‘fez’ os ‘céus’ e a terra», na bíblia judaico-cristã aparece:
«No princípio ‘Deus’ fez o Céu e a Terra.» - ora, a aparente incorrecção gramatical do texto original tem, segundo os exegetas, uma boa razão de ser: os deuses eram extraterrestres. (pronto, agora é que vou mesmo ser crucificado...)
Bem sei que custa a engolir que o homem - esse ser superior do reino animal – possa ter sido colonizado. Colonizado, domesticado, adestrado e condicionado a não ser muito sabidola. Veja-se a ‘estória’ da expulsão de Adão do paraíso por saber que “estava nú” (ao ganhar consciência da sua condição).
E o colérico deus dos judeus disse:
- «E como sabes tu que estás nu?» - e o amedrontado Adão, tremendo como varas verdes, apontou o dedo para Eva e, no mais puro acto de canalhice, disse - «A mulher é que me deu a maçã a provar.»
Desde então, ser irresponsável passou a ser d’homem como ainda hoje se vê por todo o lado onde este verdadeiro vírus põe a mão - uma mão da qual todos os bichos têm um medo pânico.
Ao Mário Martins e ao Artur Gonçalves crentes em Deus e na Biblia,
direi que ponham a Razão a funcionar e analisem o que lhes digo e depois contestem.Ora aqui vai.Segundo ensina a Igreja,Deus é um Ser invisível,que tem todos os seus predicados num grau infinito.
Se assim é,êle não pode sentir necessidades de espécie alguma.
Então porque criou o Mundo? E porque criou o Homem e duma costela dêste,formou a mulher?Por necessidade?Não,porque êle
basta-se a si mesmo.Por amor? Também não não porque não pode
ter sentimentos de índole humana,e àlém do mais êle é imutável.
Por capricho?Também não porque Deus é infinitamente perfeito e
portanto não pode ter defeitos.Depois pôs o casal Adão e Eva no
Paraíso e como um Ditador ditou que êles não deveriam comer o fruto da árvore da Ciência do Bem e do Mal.Mas Deus que é infinitamente sábio,sabia de antemão que o casal transgrediria
a sua ordem, o que implicou a sua expulsão do Paraíso,a condenação
do Adão a ganhar o pão com o suor do rosto e a Eva às dôres do parto,(o que sucede às outras fêmeas dos mamíferos irracionais
que não pecaram)Mais tarde,Deus que é imutável e perfeito,
arrependeu-se e ter criado o mundo, e destrói-o com um Dilúvio.
Aqui se vê que afinal o Deus biblico é Ditador mau,feroz,egoísta,
caprichoso,sanguinário,e que segundo ensina a Igreja,quiz que seu
«Filho«,morresse no Calvário para remir o pecado original.
Desde logo, me parece necessário anunciar que no mundo, e naturalmente, em Portugal, não existem apenas Católicos, e que entre aqueles que crêem em Jesus, aos quais chamamos cristãos, existem algumas outras "religiões". Fica o alerta. Para que o idiotsincrasias, não seja, também, designado por esse nome, com que designa tantos outros.
Crer que o mundo foi criado por uma explosão ocasional é tão lógico como acreditar que explodiu a redacção da Visão e fortuitamente se criou este artigo!
O Deus da Bíblia ( e sim partilhamos os dois a mesma leitura), não é um Deus odioso nem macabro, mas do qual devemos ter temor e dar louvor. É o Deus da criação do mundo e que esteve no mundo como pessoa, e que como humano soube, amar, ser radical, mas respeitar. Ele sabe e soube o que eram limites à liberdade de expressão pela consideração por aqueles que não criam que ele era Deus. Confrontando-os, não os desrespeitou.
A natureza humana relatada no antigo testamento não prova um Deus macabro, mas um Deus que não foi orgulhoso para determinar tudo mas dar liberdade a todos quanto criou. O Antigo Testamento traz-nos a mensagem que existe um grande Deus, mas também que pela força do homem, pelo seu braço, sem Deus, não é possível empreender melhor, mas que com Ele tudo é possível.
A fé só será motivo de orgulho pela coragem presente em saber e afirmar que há Um só Deus e não ser orgulhoso para não se submeter a ele. Ouvir a voz de Deus é um desafio não um acto de publicitário!
Aqui expresso o meu aplauso pelo correcto artigo de Luis Ribeiro que fez uma justa análise da Biblia.Quero dizer ao comentador
Mário Martins que o lendário Jesus judeu,do qual não há prova histórica da sua existência,e que depois teve o nome grego de
Cristo,segundo ensina a Igreja,êle é filho do Deus biblico o Padre Eterno,e veio ao Mundo para sofrer e morrer na cruz para remir o
pecado original de Adão e Eva.Portanto isto está relacionado com
o Velho Testamento,com o Genesis,a criação do Mundo e de Adão e Eva,com Moisés,que recebeu de Javé/Jeová,o Padre eterno dos
judaico-cristãos,o Decálogo ou seja os dez Mandamentos da Lei de
Deus adoptados pelas Igrejas cristãs.Ora êste Deus biblico é um
Deus cruel,é um déspota,é um sanguinário.
Que Deus é êste assim tão mau,
tão cruel e tão sanguinário,
que se porta pior que um marau,
e mata o filho no Calvário?!
Abraão também quiz sacrificar ao cruel Javé,o filho Isaac.
Credo quia absurdum,disse o filósofo.
Refrescante. Foi o termo que me ocorreu quando terminei de ler este artigo, no qual me revejo integralmente. Confesso, que eu própria devo a este livro o desacreditar duma história que tem muito pouco de original e que apela largamente ao espírito sórdido do ser humano.
Creio que encontra a resposta à sua pergunta no termo: Idolatria. A dita história também desprezou o suposto messias, porque estava vivo, ao alcance de todos e porque era um comum homem. O ser humano está tão afastado de si mesmo que apenas valoriza o que considera estar acima de si. Ora, quer a figura da altura quer qualquer uma desta época são comuns e iguais a todos nós, logo, não lhes é atribuído o tal carácter divino.
Estive para passar ao lado desta crónica. Toda a retórica acerca da Bíblia pareceu-me prório de uma certa iletarcia. Pareceu-me uma prosa sem grandes ideias, nada que não se tenha dito até à exaustão nos últimos tempos, agradável ao "mainstream", vulgar, cheia de lugares comuns, como, alias, os comentários, enfim!
O glorioso 25 de Abril permitiu a liberdade de expressão, não imaginamos o valor deste bem. Com a mesma liberdade com que escreveu a sua texto, vou-lhe dizer Luís que sou crente e sinto Deus na minha vida, e quero expressar este acto de liberdade de lhe dizer como é bom dizer e melhorainda senti-Lo. É um privilégio. Saiba eu dar bom uso da Sua permanência em mim. Não devo aqui voltar e como já estamos em Dezembro, dexe-me desejar-lhe um Feliz Natal . E mesmo sendo ateu um dia que esteja muito aflito, no limite, lemdre-se Dele, descanse que não lhe vai virar as costas, e há-de chegar que este gajo (eu) tenho razão.Nunca diga que desta água não beberei.
Este seu artigo, como a opinião de José Saramago, baseiam-se em factos indesmentíveis que estão esparramados no Velho Testamento da Bíblia.
Assim, os seus detractores como os de Saramago, se não fossem fanáticos, deveriam arguir inteligentemente contrapondo as vossas opiniões.
Voltando ao principio do meu comentário, o seu (deles) problema é que não há argumentos para vos contestar.
Terminando, manifesto o meu profundo apreço e agradecimento pelas vossas sábias palavras.
Excepto pelo livro Números, que trata dos censos do povo hebraico (basicamente, uma aborrecida listagem de nomes e árvores genealógicas intermináveis e dignas de bocejos), a Bíblia é um belo compêndio de histórias diversas. Há lá de tudo. Mas qualquer leitor imparcial verificará que o horror e o macabro são géneros que preenchem as páginas do "livro sagrado" a rodos!
as religiões e o atraso espiritual que representam
quanto mais se fala na coisa, pior é. Os tipos da religião vivem disso. exploram a ingenuidade, a mentalidade primitiva que existe em todos nós. Esse tipo de associações mentais sem uma lógica racional, lógica essa que só pode ser conseguida através de um estudo diário e acima de tudo, crítico das informações que vamos recebendo, não é apanágio dos simples de espírito... mais de 99% da humanidade.
O melhor a fazer é diminui-los, não ligar às porcarias que estão sempre a defender, não lhes dar resposta, reduzi-los à sua insignificância espiritual. Mas, estando sempre alertas. Esta gente é extremamente perigosa. Basta pegar num livro de história para o confirmar. Nunca mais o domínio da religião, qualquer que seja.
Quanto à biblia... Também li esse conjunto de disparates quando ainda era menino e não precisei de mais nada para nunca mais acreditar em nenhuma religião. Mais tarde, já com outro suporte de conhecimentos, li esse conjunto de disparates outra vez. E a minha perplexidade só aumentou... como tanta gente pode dizer que acredita em coisas escritas por atrasadinhos que já o seriam há época para muitos dos seus contemporâneos? Para terminar lembro a resposta de Tertuliano quando, interpelado por filosofos e amigos da velha escola filosófica greco-romana, estes lhe perguntaram como é que uma pessoa com a sua formação podia acreditar em tantas patranhas... a resposta do novo lorpa... credo quia absurdum, acredido porque é absurdo.
um pequeno acrescento ao meu texto, só para não dizerem que sou ignorante... faltou o est à declaração do Tertuliano. Credo quia absurdum est. E também não usei letra maiúscula quando referi a biblia, propositadamente, de facto, trata-se de um conjunto de textos execráveis que não merecem a deferência de serem referidos em maiúsculas.
Enviei a mensagem seguinte para Alexandra Solnado.
Parabéns, Jornalista.
Afranio do Amaral.
COMO VAI O JESUS?
Afranio do Amaral
para info
mostrar detalles 28 feb (hace 7 días)
de Afranio do Amaral
para info@alexandrasolnado.com
fecha 28 de febrero de 2010 16:47
asunto COMO VAI O JESUS?
enviado por gmail.com
Estivem a ler os principais sintomas de problemas espirituais e acho que os tenho todos!!
* Ansiedade
* Ataques de pânico
* Cansaço, falta de energia
* Crises não diagnosticadas
* Depressões
* Doenças físicas, psíquicas ou psicossomáticas
* Doenças generalizadas
* Dores nas costas
* Falta de sono
* Fobias
* Hipoactividade
* Mal estar generalizado
* Medos
* Mudanças constantes de humor
* Ouvir vozes
* Pressão no peito
* Problemas recorrentes (quando as mesmas coisas estão sempre a acontecer)
* Quando há uma hipersensibilidade a um ou mais assuntos.
* Quando há uma perda
* Stress
* Tristeza
Depois reflecti e achei que todos devem ter algum deles, não é?
Já pensaram em mudar o nome do projecto?
O digo para não parecer...como diria...tão egocêntrico.
Sei la!!