Julga que proteger o planeta é caro? Pelo contrário: damos-lhe aqui dezenas de sugestões, para aplicar no seu dia-a-dia, que provam que é possível ser-se amigo da Terra e ainda reduzir as contas da casa
Luís Ribeiro e Clara Teixeira (Textos) Manuel Morgado/WHO (Ilustrações)
11:15 Sexta, 6 de Novembro de 2009
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3 TIPOS DE POUPANÇA
De acordo com o nível de empenho, os resultados na carteira podem ser muito diferentes. Veja três exemplos de mudanças de atitude e os seus efeitos no orçamento da família. E escolha o seu perfil
'O Preguiçoso'
Passa a pôr as máquinas a lavar loiça e roupa à noite, desliga o forno dez minutos antes, escolhe um LCD em vez de um plasma, desliga os televisores na ficha e o computador quando não está a ser utilizado, mantém o carro livre de pesos inúteis, faz mais de uma refeição por semana com sobras de comida do dia anterior e passa a usar sempre o mesmo saco para as compras de supermercado.
Poupa até €816,55 por ano (€68,05 por mês)
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'O Consciente'
Faz o mesmo que o preguiçoso e mais algumas coisas: tem um frigorífico novo de categoria A+, gasta menos 30% de água em casa, tem a habitação cheia de lâmpadas de baixo consumo, opta por um portátil em vez de um desktop, usa pilhas recarregáveis, aquece a residência através de um sistema de gás natural (em vez de acumuladores eléctricos) e partilha o carro com dois vizinhos no percurso para o emprego.
Poupa até €2 193,22 por ano (€182,8 por mês)
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'O Fanático'
Faz o mesmo que o preguiçoso e o consciente (excepto andar de carro), e mais uns quantos investimentos: utiliza um painel solar para aquecer a água, é microprodutor de energia eléctrica através de um sistema fotovoltaico ou eólico, e vai de moto ou de transportes públicos para o trabalho. No limite, troca a casa por uma com certificação energética A+.
Poupa até €6 072,22 por ano* (€506 por mês)
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*Resultados obtidos após a amortização do investimento inicial nos painéis solares e fotovoltaicos, de 23 094 euros
Mais que não seja, por uma questão de necessidade temos passado a vida a poupar ou, no mínimo, a fazer esforços nesse sentido. No entanto o que constatamos quanto às poupanças das chamadas «classes mais favorecidas» é cada vez mais carros de alta cilindrada, ar condicionado a aquecer as suas casas usado de forma exagerada, aquecimento das águas das piscinas interiores, um esbanjamento tal que nos envergonha. Para que valem então as nossas poupancinhas perante tal esbanjamento? E são esses que estão em Copenhaga a encontrar soluções para o que se está a transformar numa tragédia mundial?
Leão de Ferro - Viseu